Jundiaí

Mesmo sem casos, AUJ reforça cuidados contra a ômicron

CUIDADO A nova variante do coronavírus ainda é estudada, mas pode ser evitada com medidas sanitárias básicas e essenciais


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A ômicron tem 50 mutações e ainda é estudada por especialistas
Crédito: DIVULGAÇAO

A nova variante do coronavírus, denominada ômicron, ainda é estudada em todo o mundo, mas levanta o alerta de perigo, inclusive nos municípios da Região. Mesmo sem casos da nova variante, o acompanhamento é feito diariamente pelas autoridades sanitárias.

Em Jundiaí, a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) informa que o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC) segue fazendo a análise diária do cenário epidemiológico e atento aos índices hospitalares das redes pública e privada, para se antecipar na busca de alternativas viáveis, havendo necessidade.

A enfermeira da Vigilância Epidemiológica (VE), Maria do Carmo Possidente, alerta para a importância da vacinação. "Ainda não se sabe o poder de transmissão dessa variante, mas há indícios que seja ainda mais potente que a delta. É essencial que as pessoas busquem a proteção, pois as doses estão disponíveis nos polos descentralizados, na Unidades Básicas de Saúde e nos Dias V."

A Prefeitura de Itupeva, por meio da Secretaria de Saúde, informa que o município está em estado de vigilância, monitorando os casos de covid-19. O município também realiza a aplicação de terceiras doses da vacina.

A Vigilância Epidemiológica de Várzea Paulista informa que os protocolos de prevenção previstos no Plano São Paulo continuam a ser seguidos, com as mesmas medidas preventivas impostas para as demais variantes.

Campo Limpo Paulista também segue o Plano São Paulo e há preparação para esta nova variante, com a manutenção dos leitos individualizados.

Todos os municípios reiteram à população a importância do uso de máscara, a higienização constante das mãos e a manutenção do distanciamento social. O estado de São Paulo, porém, mantém até o momento a desobrigação ao uso de máscara em espaços abertos a partir do dia 11 de dezembro.

Jarinu, Cabreúva e Louveira foram procuradas, mas não responderam o JJ até o fechamento desta edição.

A VARIANTE

No momento, ainda não é possível saber se a nova variante é mais transmissível ou mortal. Não foram registrados casos graves de infectados por ela, mas o que assusta é a quantidade de mutações que a ômicron possui, são 50, 30 delas só na proteína 'spike', responsável pela ligação do vírus com as células do organismo. Ou seja, o que preocupa nesta variante é a possibilidade dela resistir às vacinas e à imunidade adquirida por infecção.

Segundo o infectologista Roberto Focaccia, as fabricantes de vacinas já buscam alternativas caso a ômicron seja resistente. "A Organização Mundial da Saúde convocou todos os laboratórios e forneceu amostras dessa nova variante, para que testassem no sangue de pessoas que participaram dos estudos de desenvolvimento das vacinas. Vão demorar ainda umas duas semanas para saber se as vacinas neutralizam a nova cepa. Caso o vírus ultrapasse essa barreira, os laboratórios vão precisar produzir uma nova vacina."

O médico explica que tudo ainda é muito novo e apenas a observação com o tempo vai dar esclarecer as dúvidas sobre a ômicron. "A gente não sabe exatamente como essa nova cepa vai se comportar do ponto de vista clínico. A primeira impressão é que essa variante não produziu risco maior, mas são informações ainda iniciais, é preciso aguardar um tempo e observar também a disseminação do vírus. É preocupante, mas as informações ainda são preliminares."


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