Jundiaí

Moradores do Centro evitam o Aedes aegypti


                                 ALEXANDRE MARTINS
Armando Picchi Junior adaptou a casa para não ter água parada
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Neste ano Jundiaí teve quatro casos de chikungunya, dois importados do Pernambuco e dois autóctones, ambos no Centro. Além destes, o Centro também registrou cinco casos autóctones de dengue neste ano. No local, há cuidado dos moradores para evitar o acúmulo de água parada, mas também há diversos comércios, imóveis vazios e abandonados.

Ao todo, além dos quatro casos de chikungunya, 391 casos de dengue foram registrados em Jundiaí neste ano, sendo 319 autóctones, 72 importados. Zika não teve nenhum caso até o momento.

Morador do Centro, o comerciante Paulo César Monteiro diz que está há pouco tempo no local, mas toma os cuidados necessários. "Moro aqui vai fazer seis meses. Quando mudei, olhei na parte de cima da casa e mexi na caixa d'água, até troquei uma. Tenha plantas também, mas jogo fora o excesso de água delas quando chove."

Também morador, o engenheiro civil Armando Picchi Junior diz que adaptou a casa a fim de evitar água parada, mas tem problemas com outro inseto. "Quando me mudei, há uns dez anos, mandei arredondar os ralos para não acumular água, nivelar as calhas e fechar o canteiro que tinha no quintal com plantas. O meu problema aqui é escorpião, tem casa antiga que faz fundo com a minha e, quando fica mais quente, piora."

Aposentada, Maria Martins tem muitas plantas, mas não as molha em excesso. "A gente não deixa pratinho de planta molhado, coloca água só para umedecer a terra, para não escorrer. Também não jogamos água na garagem para lavar, este tipo de coisa. Mas não costuma ter mosquito por aqui, é raro."

CASOS

Segundo a Vigilância em Saúde Ambiental de Jundiaí (Visam), há atividades e ações preconizadas pelo Programa Municipal de Controle do Vetor Transmissor das Arboviroses durante todo o ano, com busca sistemática de possíveis criadouros e orientação à população.

Há também a fiscalização em Pontos Estratégicos (PEs) e Imóveis Especiais (IEs) e o pronto atendimento às demandas feitas via 156, com investigação de casos suspeitos. No início de outubro, houve visitas a várias regiões da cidade e levantamento do Índice de Breteau.

(Nathália Sousa)


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