Jundiaí

Carreira na área de segurança traz orgulho para as mulheres

TOQUE FEMININO Equipe da Guarda Municipal de Jundiaí é composta por 342 pessoas, sendo 42 mulheres, representando cerca de 12% dos GMs em atuação


     ALEXANDRE MARTINS
Josivane Santos veio do sul de Minas para integrar a equipe de Jundiaí
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Dos 342 guardas municipais em atividade em Jundiaí, 42 são mulheres. Apesar de representar apenas 12% da corporação, as 'gms' sentem orgulho em fazer parte de uma equipe que elas apontam como sendo referência em todo o estado de São Paulo.

Direto do Sul de Minas e com 5 anos de carreira na GMJ, Josivane Santos de Carvalho, de 34 anos, cursou educação física e se interessou muito pela questão operacional da Guarda Municipal de Jundiaí. "Eu venho de uma cidade pequena de Minas Gerais e além da estabilidade que essa carreira proporciona eu sinto orgulho dela, pois quando volto para minha cidade natal sou muito respeitada quando menciono que sou GM de Jundiaí", relata.

Apesar do receio da mudança para Jundiaí, hoje ela sente orgulho da escolha. "Meu marido me incentivou, mas minha mãe tinha receio, achava São Paulo muito grande, mas como eu gosto de me aventurar aceitei o desafio. Me adaptei bem e adoro Jundiaí", completa.

Já a GM Jaila Cristina de Lima Pereira, de 32 anos, realizou um sonho de infância. "O desejo vem de família. Meu pai é GM em Campo Limpo Paulista e, desde os 5 anos, eu falava que gostaria de seguir carreira, mas ele tinha muito receio. Escolhi a GM de Jundiaí pois ela é muito conceituada", conta.

A vontade de Jaila persistiu durante a adolescência e aos 21 anos ela prestou o concurso. "Foi todo um processo cheio de expectativas e quando fui convocada foi uma felicidade para toda a família", completa.

Com o propósito de ajudar as pessoas, a GM Michele Alvares, de 40 anos, é psicóloga e está na GMJ há 7 anos. "Pensei nessa carreira em virtude de ajudar o próximo, em especial os guardas enquanto a questão da saúde mental", explica.

Para Michele, esse propósito une suas duas profissões. "Atender ocorrência é ouvir e ajudar o outro, o que me motiva muito e permite a união das minhas duas áreas de atuação", completa.

A GM Thelma La Motta, de 39 anos, sempre pensou na área de segurança. "Essa área sempre me chamou a atenção e aos 30 anos decidi prestar o concurso", conta.

Não foi uma decisão por impulso, Thelma já pensava nisso há um tempo. "Eu morava em Pirituba, em São Paulo, e escolhi a GM de Jundiaí por ser referência. Quando passei não me mudei de imediato para a Jundiaí, por 2 anos eu ia e voltava para minha cidade mas valeu a pena", relata.

Em relação ao futuro, Thelma almeja cargos que ainda não foram ocupados por mulheres em Jundiaí. "Eu tenho a mesma motivação de muitos. Um dia pretendo chegar no cargo de subinspetor, inspetor e depois ao comando", conta.

Trabalhando no 153, Thelma afirma que a equipe é excepcional e se orgulha do trabalho que entrega como GM. "Eu gosto muito da equipe. Trabalho no 153, o coração da guarda, tudo chega para nós primeiro. Eu gosto muito do trabalho que faço nesse setor aqui na área interna", completa.


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: