Jundiaí

Com alta de 33% nos preços, consumidores economizam na ceia


JORNAL DE JUNDIAI
João Alves afirma que a procura não diminuiu em relação ao ano passado
Crédito: JORNAL DE JUNDIAI

A alta da inflação nos alimentos já reflete nos preços da ceia de Natal, com aumento de 33% este ano, segundo dados do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes). Com preços elevados nos panetones, vinhos e aves, consumidores precisam pesquisar para ter uma ceia econômica.

É o que pretende fazer a dona de casa Ivanil Aparecida Nerillo que fará uma reunião mais simples. "Desde o ano passado eu venho preparando celebrações mais simples com a família. Para este Natal eu vou comprar um chester, algumas frutas e preparar uma sobremesa", afirma Ivanil.

Quem também pretende economizar neste Natal é a dona de casa Adriana Regina Salles, de 47 anos, que vai priorizar a quitação das dívidas. "Já estou pesquisando preços e procurando as opções mais baratas para economizar ao máximo na celebração do Natal em família. Quero manter os alimentos tradicionais na ceia, mas de maneira bem reduzida", afirma a dona de casa.

AUMENTO

Com a alta dos preços nestes doze meses, o preço médio do quilo do peru congelado e do chester passou a custar R$ 34, e do tender, R$ 59,90. Já os panetones podem ser comprados a partir de R$ 9,90.

Para o funcionário de um supermercado, João Alves, os reajustes dos alimentos tradicionais da ceia são referentes à inflação total. "O aumento de preço da ceia caminha junto com a alta dos outros alimentos, como o arroz, feijão, entre outros, mas o supermercado está tentando segurar ao máximo os valores para ser acessível a todos", afirma o funcionário.

Alguns produtos que registraram aumento este ano foram o azeite (13%), pães (11%), bacalhau (7%), vinhos (7%) e carnes suínas (6%), segundo os dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10).

Mesmo com os valores mais elevados, Alves afirma que a procura não diminuiu em relação ao ano passado e os produtos mais vendidos até o momento são aves, frutas cristalizadas e panetones. "A demanda pelos produtos começou no início do mês passado e já está alta, acredito que esse ano as pessoas voltem a comemorar em família e as vendas serão maiores", diz Alves.

(Luana Nascimbene)


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