Jundiaí

Jundiaiense participa de projeto da Nasa e descobre novos planetas


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Pedro Gerum foi o único brasileiro contratado para o estágio na Nasa
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

O cientista jundiaiense e professor da Universidade Estadual de Cleveland, nos Estados Unidos, Pedro Gerum, de 31 anos, participou de um projeto da Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica (Nasa), responsável por descobrir a existência de 301 novos exoplanetas no Sistema Solar que pode ajudar a identificar outras zonas habitacionais.

Gerum foi o único brasileiro contratado para o programa de estágio da agência norte-americana, junto com outros 12 cientistas. "Entrei no programa em janeiro de 2019 e fiquei durante seis meses, enquanto estava concluindo meu doutorado. A Nasa não costuma contratar estrangeiros e eu fui selecionado através de uma parceria deles com a Agência Espacial Brasileira", afirma o professor.

DESCOBERTA

Iniciado em 2018, o programa apresentou resultados nas últimas semanas e os cientistas aguardam os próximos passos. O jundiaiense contribuiu com as pesquisas na área da computação, códigos e estatísticas que foram fundamentais para a criação de um novo modelo de sistema computacional chamado 'Exominer'. "É uma nova ferramenta que poderá ser transferida a novas missões espaciais no futuro e ajudar a descobrir novos planetas e mapear o universo a fim de identificar outras formas de vida", explica Gerum.

De início, foram identificados 301 exoplanetas, ou seja, planetas que orbitam uma estrela que não seja o sol e pertencem a um sistema planetário diferente.

O novo modelo de pesquisa auxilia no trabalhos dos astrônomos, passando as informações necessárias adquiridas através do sistema computacional. "Os astrônomos coletam todas as informações identificadas pelo sistema, realiza um mapeamento geral das novas descobertas e confirma os elementos", explica o cientista.

CONCLUSÃO

O programa ainda está em andamento e deve acontecer novas descobertas a longo prazo, mas para Gerum, a sensação é de dever cumprido. "Fiquei muito feliz com a efetividade da pesquisa e com os resultados. Acredito que esse novo modelo computacional vai facilitar bastante as próximas missões e trazer novas descobertas".

Ele já finalizou os trabalhos na equipe da Nasa e, agora, trabalha como professor universitário em Cleveland, nos EUA. Segundo ele, voltar a morar em Jundiaí ainda não está nos planos. "Não é uma coisa que penso por agora, talvez a longo prazo eu volte para o Brasil, mas, por enquanto, quero aproveitar para expandir meus conhecimentos", conta Gerum que está nos EUA desde 2015.

(Luana Nascimbene)


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