Jundiaí

Mesmo com poucas chuvas, racionamento é descartado


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Francisco Lahóz alerta para o estresse hídrico nas cidades das bacias PCJ
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Com as chuvas da estação, o abastecimento de água na Região, que passou por uma estiagem severa e rodízios em Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista, tende a ser normalizado, porém momentaneamente, já que as chuvas estão mais escassas a cada dia e a previsão é de queda de 20% a 40% para o período.

Criação de reservatórios nos municípios, implantação de caixas d'água nos bairros e economia de água podem ajudar neste problema. Neste momento, os municípios não devem ter racionamento.

Segundo o secretário executivo do Consórcio PCJ (bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Francisco Lahóz, as chuvas melhoram o clima e amenizam momentaneamente o abastecimento, mas a região tem estresse hídrico crônico. "Nas bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí temos disponibilidade hídrica menor que a do Oriente Médio. O Instituto Nacional de Meteorologia já anunciou que as chuvas deste Verão serão de 20% a 40% abaixo da média histórica", explica Lahóz.

Ele também alerta para a necessidade de chuva 'mansa', sem intensidade, mas duradoura, para que a água chegue aos lençóis freáticos, algo que vem sendo raro. "Os especialistas do clima já avisavam desde os anos 2000 que isso ia acontecer com o aquecimento global, que ia chover menos, e comprovam que, ano a ano, nos últimos oito anos, as médias de chuvas vêm reduzindo. Nos últimos quatro anos, tem chovido 17% a menos que a média histórica nas bacias", diz ele sobre os rios do Consórcio PCJ.

Lahóz fala que há medidas que podem ajudar neste problema e devem ser adotadas por todos, do poder público aos cidadãos. "Precisamos consumir menos água e armazenar mais. O que pode resolver esse problema na região é uma somatória de ações, a implantação de caixas d'água nos bairros, além de reservatórios nos municípios e represas secas na zona rural, para evitar o assoreamento de rios", relata.

ABASTECIMENTO

Segundo a DAE Jundiaí, a represa está com 58% da capacidade, o equivalente a 5,4 bilhões de litros de água. Até o momento, não se considera haver racionamento no município. Segundo a área técnica da autarquia, o consumo tende a se manter estável no final de ano e atualmente segue em torno de 1,6 mil litros por segundo.

Em Louveira, a Secretaria de Água e Esgoto (SAE) informa que a disponibilidade de água hoje é suficiente para abastecer o município sem riscos de racionamento ou falta. A prefeitura reforça que fez ações ao longo deste ano e, com isso, conseguiu reduzir o consumo da população em torno de 6%. Louveira conta ainda com a conscientização da população neste fim de ano e época de calor, no sentido de evitar desperdícios e práticas como lavar calçadas e carros com água tratada.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informa que o abastecimento acontece normalmente nos municípios da Região de Jundiaí atendidos pela empresa, Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu e Várzea Paulista. A captação da água para abastecimento nesses municípios é feita nos corpos d'água locais, principalmente rios e ribeirões. A Sabesp também informa que, com o aumento da temperatura nessa época do ano, o consumo de água tende a crescer entre a população. Por isso, o uso consciente é importante.

(Nathália Sousa)


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