Jundiaí

Medicamentos contra gripe tem aumento de até 60%


JORNAL DE JUNDIAÍ
Maurício Quesada diz que a venda nunca foi tão forte nesta época
Crédito: JORNAL DE JUNDIAÍ

Com a nova onda de gripe e o aumento de casos de sintomas gripais, medicamentos de uso comum e com prescrição médica tiveram alta de até 60% nas últimas semanas em Jundiaí.

Mesmo fora de época, a nova variante tem infectado número elevado de pessoas, que correm para as farmácias comprar medicamentos. De acordo com a balconista de uma drogaria no Centro, Daiane da Silva, a alta na procura pelos remédios acontece desde o começo do mês, mas nos últimos dias o índice disparou. "Tivemos aumento de 60% nos antigripais. A maioria dos clientes da farmácia procura estes remédios", afirma a funcionária.

Segundo Daiane, a demanda é por aqueles sem necessidade de receitas, apesar das prescrições médicas aumentarem consideravelmente. "Os antigripais sem receita tem tido muita saída nos últimos dias. Além dos medicamentos, o que também disparou nas vendas foram lenços de papel higiênico, soro fisiológico e vitamina C", afirma.

EM FALTA

Segundo o balconista Lucas Storani, alguns medicamentos com receita estão em falta nas prateleiras e outros já foram repostos. "Estamos há mais de 15 dias sem um antiviral que é utilizado nos casos mais severos da Influenza. Com a onda de H3N2 ele foi um dos medicamentos com prescrição médica que ficou em falta na maioria das farmácias", afirma Storani.

De acordo com o balconista de uma farmácia no Centro, Maurício Quesada, a venda de medicamentos antigripais nunca foi tão forte nesta época do ano. "Tivemos alta de 10% neste mês, em relação aos meses anteriores, apenas nos medicamentos com prescrição médica", diz Quesada.

SINTOMAS E CUIDADOS

De acordo com o infectologista e pediatra, Saulo Passos, os sintomas da cepa são semelhantes aos da covid-19. "A gripe H3N2 é uma infecção respiratória aguda que pode ser desenvolvida em casos leves a graves. Além dos sintomas serem semelhantes aos da covid, como tosse, coriza, falta de ar nos casos mais graves, e febre, a transmissão também é tão alta quanto o coronavírus", alerta o especialista.

Em razão disso, o uso de máscara continua sendo fundamental para evitar o contágio da doença, além de outros cuidados com a via respiratória. "É importante fazer o uso de soro fisiológico nas narinas, usar medicamentos apenas com prescrição médica e só em casos mais graves e procurar um pronto atendimento caso os sintomas persistam", afirma Passos.

ATENDIMENTO

De acordo com dados da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), até sexta-feira (17), a média de atendimentos diários de pessoas com sintomas gripais entre todos os serviços era de 400 pessoas por dia. A partir de segunda-feira (20), o volume saltou para 694 e 740 na terça-feira (21)

Em Jundiaí, os atendimentos para os sintomas gripais são feitos nos Pronto Atendimentos (PAs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município.

(Luana Nascimbene)

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