Jundiaí

Papelarias esperam alta de até 30% nas vendas

VOLTA ÀS AULAS Lápis, borrachas, sulfite e pastas, produtos considerados obrigatórios se destacam


JORNAL DE JUNDIAI
Kaynara Mendes precisou repassar o reajuste de preços para os clientes
Crédito: JORNAL DE JUNDIAI

Com o retorno das aulas no início do ano, a procura por materiais escolares começa a disparar nas papelarias, com destaque para as vendas de lápis, borrachas, sulfite e pastas, produtos considerados obrigatórios pelas escolas. De acordo com funcionárias, é esperado aumento de até 30% nas vendas do início deste ano em relação a 2021.

Pensando em atrair o público e se livrar dos prejuízos que ocorreram durante o ano passado, a funcionária de uma papelaria no Centro, Ana Paula Aguiar, aposta em promoções de materiais escolares durante os primeiros meses do ano. "A meta é ter um salto de 30% nas vendas em relação ao ano anterior que foi bem fraco. Para atrair os clientes, a papelaria está com desconto de 10% em todo setor, além de promoções especiais para cadernos e fichários", afirma a vendedora.

De acordo com Ana Paula, os itens mais vendidos do setor são cadernos, pastas, resmas de sulfite e materiais de escrita, como canetas e lápis. "Os materiais básicos para iniciar o ano escolar tem o maior índice de vendas, além da procura por mochilas e livros", diz.

REAJUSTES DE PREÇO

De acordo com a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), o aumento de preços de materiais escolares pode chegar a 30% neste início do ano. O que justifica o reajuste é a escassez e elevação dos preços de matérias-primas, como papel, papelão, plástico e embalagem.

A gerente de outra papelaria no Centro, Kaynara Mendes, já sentiu os efeitos deste reajuste e precisou repassar para os clientes. "Os preços subiram em relação ao ano anterior, principalmente nos produtos de plástico, como canetas, pastas e saquinhos. Tivemos que repassar os novos valores, mas em materiais como lápis e cadernos conseguimos segurar o preço anterior", afirma a gerente.

MOVIMENTO

Desde o final do ano passado o movimento tem aumentado bastante na papelaria, segundo Kaynara. Para ela, o fluxo de pessoas na loja deve permanecer alto até o mês de março. "Em agosto tivemos alta na procura pelos materiais escolares por conta da retomada das aulas presenciais. Este aumento retornou em dezembro, pois muita gente já começou a procurar mochilas e materiais para o ano letivo de 2022. Como tem muita gente que deixa para fazer as compras de última hora, acredito que a procura vai continuar forte até a metade de março", explica Kaynara.


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