Jundiaí

Síndrome gripal aumenta afastamentos em Jundiaí

TRABALHO Diversas áreas vêm sendo impactadas pela perda da mão de obra em razão da gripe e covid


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Lívia Genari Nusci ficou afastada do trabalho por uma semana
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Indústrias, comércios e serviços de Jundiaí têm enfrentado dificuldades com mão de obra por conta da crescente quantidade de pessoas com síndrome gripal, seja pela covid-19 ou pela própria gripe, que precisam de afastamento. Apesar de não haver números de quantos foram estes afastamentos, este cenário têm exigido até contratações temporárias em algumas empresas.

Segundo a diretora de Recursos Humanos do Centro de Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Jundiaí, Vania Mazzoni, esta nova cepa do vírus, apesar de menos agressiva, é mais contaminante, o que aumenta a preocupação dos empresários com seus colaboradores. "A área de logística é a que mais têm sentido este impacto. Essa preocupação das empresas se estendeu para todas as síndromes gripais, também como medida de prevenção e cuidado com a saúde dos colaboradores. Os afastamentos, principalmente nesta época do ano em que as empresas estão com sua produção em pleno vapor, ganham ainda mais destaque, e a área de logística é um dos setores que mais tem sofrido o impacto."

AFASTAMENTOS

A estagiária de enfermagem, Lívia Genari Nucsi, foi uma das pessoas afastadas por conta da síndrome gripal. "Eu estava com sintomas e minha chefe pediu para eu ir ao pronto atendimento. Fizeram o teste de covid-19, deu negativo, tiraram um raio-x e me medicaram. Recebi atestado para uma semana", conta.

Vários sintomas foram percebidos por Lívia. "Tive muita tosse, calafrio, febre, dor no corpo, perda de olfato e paladar. Ainda tenho sintomas residuais. Onde eu trabalho, bastante gente ficou afastada por causa de síndrome gripal."

O farmacêutico e gerente de uma farmácia, Rodrigo Fernando Xavier, conta que quase metade do quadro de funcionários precisou ser afastada. "Dos 18 funcionários, oito pegaram gripe e foram afastados, dá uns 40%. Aconteceu tudo no mesmo período, um foi afastando atrás do outro, essa gripe é muito contagiosa."

Xavier fala que ainda há duas funcionárias afastadas, mas por causa de atestados dos filhos que também pegaram gripe. "A maioria das pessoas que chega aqui e vê que tem menos funcionários tem compreensão, mas algumas pessoas já chegam irritadas, reclamando", diz ele sobre o atendimento que ficou mais demorado durante um período por causa dos afastamentos.

ADEQUAÇÃO

A Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos) vai pedir aos shoppings a redução dos horários de funcionamento após o avanço da variante ômicron e o aumento de casos de covid-19. Este retrocesso não é adotado desde o terceiro trimestre do ano passado, quando as fases de retomada da economia foram abolidas.

Gerente de marketing do Maxi Shopping Jundiaí, Silvia Helena Orenga Sandoval, diz que o Maxi Shopping está com seu horário de funcionamento normal e tomando todos os cuidados de prevenção necessários, com a adoção de todos os regramentos sanitários vigentes."

Presidente da Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí, Mark William Ormenese Monteiro fala que os afastamentos preocupam. "Se um único funcionário precisa ser afastado já afeta os negócios do empreendedor, principalmente dos pequenos, e em um momento em que o empresário tenta recuperar o prejuízo causado na pandemia. Por isso é importante as pessoas concluírem a vacinação e continuarem seguindo os protocolos de saúde."

Procurado, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Jundiaí (Sincomerciários) não retornou para falar sobre o afastamento de casos no comércio.


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