Jundiaí

A partir do dia 16, tarifa de ônibus vai para R$ 4,50 com Bilhete Único e R$ 5 pagando com dinheiro


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Na sexta-feira (31), as linhas de ônibus circulam com tabela horária de sábado; e, no sábado (1º), com tabela do feriado
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A Prefeitura de Jundiaí realiza a partir da zero hora do dia 16 uma atualização no valor da passagem do transporte público. Para quem utiliza o bilhete único, o valor passará dos atuais R$ 4,20 para R$ 4,50. Estudante pagará R$ 2,25 e o vale transporte vai de R$ 4,70 para R$ 5.

A tarifa para quem paga em cartão de crédito ou débito ou ainda dinheiro, passa de R$ 4,60 para R$ 5. A tarifa social a R$ 1 no primeiro e terceiro domingos de cada mês segue mantida, assim como a gratuidade para idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência. Os últimos dados mostram que 75 mil idosos e 35 mil pessoas com deficiência, na média/mês, utilizam de graça o transporte coletivo.

O aumento é justificado pela alta dos insumos utilizados pelo setor de transportes, especialmente do petróleo e seus derivados – e da inflação, além do reajuste concedido aos trabalhadores do setor. De abril de 2019, último reajuste da tarifa, a janeiro de 2022, somente o preço do diesel aumentou 59,2%. Esse ajuste na tarifa recupera parte do equilíbrio econômico-financeiro do contrato da concessionária com o Município, além de assegurar a prestação regular do serviço para o usuário do transporte coletivo, que chega a 90 mil passageiros/dia atualmente.

A atualização do valor do Bilhete Único de pouco mais de 7% é menor que a inflação do período de abril de 2019 – quando ocorreu o último reajuste – até dezembro de 2021 (17,59%). O valor da tarifa em Jundiaí, mesmo com o reajuste, é menor que em outras cidades, como Piracicaba, onde foi de 16%, chegando a R$ 5,60. Outros municípios também tiveram aumento superior a R$ 5, como Campinas (R$ 5,50), Itu (R$ 5,15) e Diadema (R$ 5,10) (veja outros exemplos aqui).

CUSTOS

A Prefeitura de Jundiaí esclarece que o transporte coletivo no município é custeado parte pelo passageiro que paga a tarifa pública na catraca e parte pela Prefeitura, por meio de subsídio, que, ao final, é custeado por todos os contribuintes do município. A diferença paga pela Prefeitura à concessionária pelo Bilhete Único de R$ 4,50, por exemplo, é de cerca de R$ 1,60. Para cada tipo de tarifa, o município arca com um valor.

Em 2021, o subsídio foi calculado em R$ 44,7 milhões, R$ 12 milhões a mais do que o que foi pago em 2020. Com o reequilíbrio do contrato, a partir deste reajuste da tarifa, o subsídio deve recuar para patamar possível de ser cumprido pelo Orçamento Municipal, de R$ 31 milhões. O valor da tarifa estava congelado desde 2019.

No ano passado, foram incorporados à frota 20 ônibus com ar condicionado e voltaram à circulação mais quatro veículos articulados em uma linha expressa, do Vetor Oeste para a região Central. Também foram feitos reparos nas coberturas dos sete terminais, que estavam com problemas nas calhas e chovia dentro.

A frota toda possui tecnologia embarcada para o pagamento por aproximação do cartão de crédito e débito, além de presença de tomadas USB e quatro câmeras de segurança em cada ônibus. Além disso, o usuário do transporte coletivo em Jundiaí pode usar o App Já, onde pode carregar o cartão comum de transporte ou mesmo criar uma carteira digital que permite colocar créditos e fazer suas viagens, além de ver a localização do ônibus e planejar o seu deslocamento, a exemplo do que acontece com os veículos por aplicativos.

Antes da pandemia de covid-19, a média diária de passageiros no transporte coletivo de Jundiaí era de cerca de 110 mil passageiros em dias úteis. No início da pandemia, esse número caiu para até 30 mil passageiros/dia. Atualmente, está em torno de 90 mil. O sistema conta, atualmente, com 87 linhas que atendem praticamente todos os bairros da cidade.


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