Jundiaí

Sem óbitos há duas semanas, média diária é de 60 casos

CORONAVÍRUS Com a ampla vacinação da população, os casos mais graves que exigem internação e podem levar a óbito diminuíram drasticamente


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Pela rede municipal, a prioridade de testagem é para os mais vulneráveis
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Jundiaí não registra novos óbitos decorrentes da covid-19 desde o dia 26 de abril deste ano. No entanto, a taxa de infecção pelo coronavírus segue uma média de 60 novos casos por dia neste mês. Os casos ativos também estão altos no município, com mais de 100 a cada dia.

A média móvel já chegou a 433 casos por dia em Jundiaí, no início de fevereiro deste ano. De lá para cá, vem caindo, mas já teve momentos mais baixos, como por exemplo, em outubro de 2020 e no mesmo mês de 2021, quando a média móvel girava em torno de 30 casos diários. Já os óbitos têm em registros bastante baixos desde abril, com algumas semanas tendo apenas uma morte em decorrência da doença, e duas semanas sem novos registros, maior período desde o início de pandemia.

Neste cenário, a Prefeitura de Jundiaí informa que entre 1º e 9 de maio foram registrados 2.023 atendimentos de casos de síndrome gripal, com média de 225 pessoas por dia. A positividade para covid, no entanto, é de apenas 5%.

O Hospital São Vicente (HSV) mantém 15 leitos de isolamento que podem ser usados por pacientes com suspeita ou confirmação de covid-19. Atualmente estão internados em leitos públicos quatro pessoas nestas condições.

ANÁLISE

Pediatra, infectologista e professor de medicina, Saulo Duarte Passos diz que este cenário é reflexo da vacinação. "Acho que é esperado continuar com índice baixo de mortes, mas continuar com a transmissão, porque com a cobertura vacinal, há prevenção da forma grave da doença e do óbito. Isso prova a eficácia da vacina, mas ela não previne 100% de adquirir o vírus, então é importante manter a prevenção."

Com a mudança do clima agora, ainda há risco. "Outono tem mudanças bruscas de temperatura e aumentam as taxas de poluição, então, de acordo com estudos, aumentam também os casos de covid-19. Ainda tem esses fatores e o mundo está voltando ao normal. Essa doença ainda é um aprendizado diário."

Ele explica que o cenário internacional não é o mesmo de Jundiaí e nem do Brasil. "Para afirmar que a pandemia está acabando, teria que ter uma boa taxa de cobertura vacinal no mundo, mas em países, como alguns africanos, a cobertura é muito baixa. Existe ainda a chance de outras variantes e patógenos. O que acontece hoje na China, não sabemos como vai chegar no Brasil. Na União Europeia estão tirando a restrição de máscara em aviões e aeroportos e não sabemos se isso vai aumentar a propagação. Quem puder manter medidas restritivas e cuidados, não vai se arrepender."

IDENTIFICAÇÃO

Desde janeiro deste ano, quando houve enorme demanda por teste de covid-19, a Prefeitura de Jundiaí alterou o fluxo de testagem. A prioridade é para grupos mais vulneráveis à infecção respiratória. O diagnóstico clínico, porém, é utilizado para isolamento de pessoas. Sendo assim, quem tem sintomas, como febre persistente por mais de 24h, e apresentar sintomas de dificuldade respiratória devem procurar atendimento de saúde.


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