Jundiaí

Teleinterconsulta de Jundiaí é exemplo para trabalho de Compromisso Social do Hospital Sírio-Libanês


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O modelo de atendimento teleinterconsulta, implantado em Jundiaí em julho de 2021 e que será premiado no Prêmio InovaCidade do Smart City Business Congress, nesta terça-feira (24) em evento em são Paulo, é exemplo para o desenvolvimento de um projeto que busca ofertar pontos de atenção secundária ambulatorial digitais para regiões do nordeste, por meio de teleinterconsultas, envolvendo médicos vinculados às Unidades Básicas de Saúde (UBS), pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucionais do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde, o Hospital Sírio-Libanês. Com menos de um ano, o sistema se destaca pelos resultados conquistados e avanço no atendimento à população, reduzindo o tempo de espera para atendimento com especialistas e ofertando o cuidado na própria Unidade Básica de Saúde (UBS).

A troca de informações foi feita em reunião remota, com a participação de representantes do PROADI-SUS no Hospital Sírio-Libanês, a enfermeira Lyvia Mota e a UX Designer Ana Moura com o gestor da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) Tiago Texera e apoiador institucional da Atenção Básica, Filipe André Risso Firmino.

“Conseguimos desenvolver um modelo de atendimento assistencial em Atenção Básica promovendo a resolutividade, sem que o paciente precise se deslocar do seu bairro. Com seis meses de aplicação conseguimos reduzir em até 50% a fila de espera por consulta de algumas especialidades. O formato é vantajoso para o paciente, que tem o seu atendimento realizado perto de casa, para o médico da UBS que acompanha o paciente ao longo do tratamento e para a município, reduzindo as filas e promovendo o cuidado longitudinal ao paciente”, detalha o gestor da UGPS, Tiago Texera.

Para a eficiência do sistema foi necessário adequar protocolos internos, como ampliar o escopo de exames liberados para solicitação na Atenção Primária, além de incluir o telediagnóstico para o eletrocardiograma, realizado também na própria UBS e laudado por cardiologista em menos de 15 minutos, de maneira remota.

O contato com iniciativas já desenvolvidas pelo mercado é um momento importante na construção das jornadas às quais os usuários serão submetidos, sobretudo no contexto de soluções digitais para apoio à assistência, permitindo, através de pesquisa secundárias, isto é, de coleta de evidências e dados disponíveis, compreender os melhores formatos de se desenvolver uma tecnologia que atenda, de fato, às necessidades de pessoas.

O projeto TeleNordeste, do Proadi-SUS, encontra-se em fase inicial e prevê viabilizar uma tecnologia organizativa da atenção ambulatorial especializada proposta pelo Prof. Eugênio Vilaça Mendes e pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), denominada Ponto de Atenção Secundária Ambulatorial, em formato digital. A iniciativa busca integrar Atenção Primária à Saúde (APS) e Atenção Ambulatorial Especializada (AAE), vinculando médicos de família e comunidade e generalistas a especialistas focais, superando os vazios assistenciais presentes no país e fortalecendo a coordenação do cuidado por meio da gestão da condição de saúde e do modelo de atenção às condições crônicas.

São selecionadas instituições localizadas em regiões com maior vazio assistencial e que desenvolvam a Planificação da Atenção à Saúde e/ou a Organização da Atenção Ambulatorial Especializada em Rede com a Atenção Primária à Saúde – Planifica SUS. “O TeleNordeste trará um viés digital importante a soluções para o acesso ao cuidado nas Redes de Atenção à Saúde em que atuar, permitindo conectividade de todas as pessoas envolvidas. Como comenta Fernando Gonçalves, um dos médicos de família teleinterocultor de nosso Projeto, poderemos viabilizar a conexão de três especialistas por meio de nossa jornada e teleinterconsulta: um especialista em cuidado territorializado, que é o médico de família ou generalista da localidade, um especialista no cuidado da condição clínica, que é nosso interconsultor, e um especialista na experiência de adoencimento e auto-cuidado, que é o paciente”, conclui Stephan Sperling, coordenador médico do projeto.


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