Jundiaí

Seja por hobby ou trabalho, cresce procura por escolas de música

EXPRESSÃO Quem canta, toca instrumento ou convive com a música todos os dias garante que a arte é sinônimo de felicidade e promove bons momentos


 DANIEL TEGON POLLI
Marlon Costa incentiva os três filhos na música, inclusive o do meio, Thomas Costa, de 7 anos, que toca teclado
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

Música, na definição do dicionário, é a arte de se exprimir por meio de sons, seguindo regras variáveis conforme a época e a civilização. É difícil encontrar alguém que não goste ou se identifique com nenhum estilo. A música expressa sentimentos e emoções em palavras e ritmos e é por isso que muita gente tem o sonho de aprender a tocar algum instrumento ou usar a voz.

Em Jundiaí, diversos locais oferecem aulas para esse público. O proprietário de uma escola de música no Anhangabaú - também músico desde 1995 -, Alexandre Fernandes, comenta que o objetivo da escola é formar um músico. "Nosso empenho é para melhorar a vida das pessoas e que elas possam usar a música para desempenhar as outras funções. Não é simplesmente uma aula, é para que eles saiam e façam um show", afirma.

A pandemia atrapalhou, mas a expectativa é de crescimento de 20% para 2022. "O nome da escola é muito forte, por isso sempre temos procura. Nosso público alvo é qualquer pessoa que tenha o desejo de tocar um instrumento. Os programas da escola são para alunos a partir de 3 anos e não há idade limite", revela.

A escola promove aulas de musicalização infantil, guitarra, violão, contrabaixo, teclado, canto, ukulele, gaita, vocal e bateria.

Uma escola de música no Jardim Bonfiglioli, comandada pelo músico e empresário Felipe Alves dos Santos, percebeu o aumento da procura. Oferece aulas de bateria, teclado, canto, guitarra, violão, cavaquinho, saxofone e violino. "A demanda das aulas aumentou muito durante a pandemia. Com o isolamento, a escola viveu um período de adaptação a metodologia digital, ampliando o campo de visão e trazendo mais acessibilidade para alunos de toda região. Hoje as aulas presenciais voltaram a ser mais requisitadas. Temos aproximadamente 240 alunos matriculados", revela.

As aulas são uma vez por semana, com uma hora de duração. "O aluno vem até a escola e passa por uma avaliação. É oferecida uma aula experimental, e nós avaliamos para saber onde ele se adequa, ou se já teve contato com algum instrumento. Com essa avaliação, ele é encaixado em algum módulo e o professor monta um método para ele estudar e evoluir mais", explica o proprietário.

PAIXÃO DE GERAÇÕES

Aluno da escola há 6 meses, o engenheiro Marlon Costa, de 37 anos, incentiva os três filhos, Felipe Henrique Dantas de Oliveira, 18 anos, Thomas Dantas Tiburcio Costa, de 7 anos, e Lorenzo Dantas Tiburcio Costa, 5 anos, para as aulas. O pai toca bateria e os filhos guitarra, teclado e iniciação musical, respectivamente. "Minha família é de origem muito humilde e, desde pequeno, pude ver meus tios e avós cantando e tocando viola caipira. Quando comecei a tocar meu primeiro instrumento e ver minha mãe cantando, foi onde apareceu o despertar pela música. Agora, que já sou pai e pude colocar meus filhos para fazerem aula de música desde pequenos. Percebo que meu interesse aumenta cada vez mais em poder fazer com que eles tenham as mesmas lembranças musicais que eu tive", conta.

Para quem quer aprender, Marlon recomenda: "A maior dica que eu dou para quem inicia algum instrumento é ter muita paciência. Temos que treinar e praticar sempre que possível, não importa qual seja o nível de aprendizado", afirma.

O estudante Abner Santos Bosco da Silva, 16 anos, faz aulas de guitarra há dois anos. "Desde pequeno sempre tive um grande contato com a música, pois sou de uma família de grandes e excelentes músicos, que serviram de inspiração para mim. Dentro de casa meus pais sempre cantaram e, aos poucos, fui desejando aprender um instrumento. Também tive muita influência dentro da igreja."

Para o jovem, a música traz inúmeros benefícios. "Entre tantos, posso dizer que ela nos acalma e se torna parte de nossos dias. Sempre está presente em momentos de confraternizações em família, dentro das igrejas, quando compartilhamos com nossos amigos e diversos outros momentos especiais. A música está presente nos melhores momentos", afirma.

ESCOLA DE MÚSICA

Uma das escolas mais antigas e tradicionais, a Escola de Música de Jundiaí (EMJ), fundada pela professora Josette Feres e hoje dirigida pela filha Luciana Feres Nagumo, é referência por conta das aulas de iniciação musical. Atende alunos de 8 meses a 14 anos.

"A escola foi fundada em 1971 pela minha mãe. A ideia inicial era que seus filhos tivessem uma experiência musical sólida, lúdica e divertida antes de irem para as aulas de instrumento. E assim começou o primeiro curso de Iniciação Musical (com seus filhos e vizinhos das mesmas faixas etárias). Minha mãe sempre acreditou que a aula de educação musical deveria ser como uma grande viagem ao mundo. A música deveria passar pelo corpo da criança antes dela ir para a aula de instrumento. Ela também sempre respeitou e levou muito a sério as crianças. Dizia que a educação musical deveria fazer parte dos Direitos das Crianças", revela.

A EMJ hoje tem cerca de 70 alunos e oferece aulas de educação musical, piano, canto, percepção e preparação para vestibular, violino, viola, violoncelo, flauta transversal, saxofone e percussão. Além de curso de formação para professores de Educação Musical. "Durante a pandemia houve bastante procura, inclusive pelo fato de as aulas serem oferecidas on-line também. Acredito que uma verdadeira formação musical trabalha a socialização, o respeito, estimula a fala, a psicomotricidade, o raciocínio lógico matemático, controle inibitório, disciplina, criatividade, sensibilidade e muito mais de uma forma natural e prazerosa", conta Luciana.

 


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