Jundiaí

Em um ano, seis agências bancárias fecham em Jundiaí

ENCERRANDO AS ATIVIDADES O aumento dos aplicativos digitais contribuiu para o fechamento dos grandes bancos em bairros como Vila Rami e Centro


 DANIEL TEGON POLLI
Em Jundiaí, seis agências bancárias fecharam em um ano, sendo na Vila Arens, Caxambu, Parque do Colégio, Anhangabaú, Centro e Vila Rami.
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

Com o aumento dos aplicativos de bancos digitais, agências bancárias têm encerrado as atividades em diferentes pontos. Em Jundiaí, seis agências fecharam as portas no período de um ano. Os bairros foram Vila Arens, Caxambu, Parque do Colégio, Anhangabaú, Centro e, mais recentemente, na Vila Rami.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, Paulo Malerba, o quadro nacional se repete em Jundiaí, que vai acabando com as agências físicas, a pretexto da digitalização que, em tese, facilitaria e agilizaria o atendimento ao público.

Segundo ele, o motivo do fechamento das agências bancárias é a aposta dos bancos no atendimento virtual, principalmente pelo celular. "Alguns problemas podem ser solucionados via digital, como pagamentos e transferências, mas muitos assuntos precisam ser tratados diretamente com um profissional que possa fazer essa orientação na agência, a exemplo de investimentos, créditos, empréstimos, previdência privada. Fica faltando esse atendimento mais qualificado que a via digital não supre", afirma o presidente.

PORTAS FECHADAS

Na última sexta-feira (3), uma agência bancária da Vila Rami decidiu encerrar as atividades e fechou as portas. Os clientes do banco foram transferidos para uma agência da Vila Arens. Quem lamentou a decisão foi o aposentado Nilson Lopes, de 73 anos, que foi até o local buscar atendimento e se deparou com as portas fechadas. "Sou cliente dessa agência há mais de 30 anos. Há alguns meses eu percebi uma queda de funcionários e o movimento mais baixo, mas não imaginava que iria fechar", diz o aposentado.

Comerciante do bairro há mais de 50 anos, Hélio Iscaro também lamentou o encerramento das atividades da agência. Para ele, foi uma grande perda para os comerciantes e moradores da Vila Rami. "Não é o primeiro banco que fecha as portas neste bairro. Eu era cliente desde a abertura desta agência e era uma comodidade para todos que moram e trabalham aqui perto", afirma Iscaro.

BANCO DIGITAL

Temendo novos fechamentos de agências, o comerciante está atento à digitalização dos bancos e pretende aprender a utilizar os aplicativos. "Meu sobrinho me ensina a usar os aplicativos de bancos e consigo mexer em algumas funções, mas nada compara o suporte que o atendimento presencial oferece. Não sei se conseguiria me acostumar a fazer tudo pela internet", conta.

O comerciante da Vila Rami, Ítalo Thomazi Fonseca, de 25 anos, também era cliente da agência fechada. Segundo ele, o principal problema que o fechamento do banco causou foi o aumento das filas na agência que os clientes foram transferidos. "Eu sempre opto por acessar os serviços do banco através dos aplicativos e só vou para a agência em casos de emergência. Após o fechamento deste banco, precisei ir até a agência da Vila Arens e o movimento estava muito grande, com filas muito maiores que a antiga unidade da Rami", explica Fonseca.

Segundo Malerba, o sindicato tem combatido o fechamento de agências e a demissão de funcionários. "As agências são essenciais para otimizar o atendimento ao público. No caso dos idosos há maior dificuldade em acessar os mecanismos digitais e isso acaba facilitando os golpes", diz o presidente.


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: