Jundiaí

São Vicente registra aumento de 114% nos atendimentos

ACIDENTES COM MOTOS Dos registros contabilizados estão desde queda, atropelamentos, capotamentos e colisões com carros


COLABORAÇÃO MOTOBOY XORORÓ
Mais um acidentado de moto sendo socorrido pelo Samu: cena comum nas ruas de Jundiaí e região, que impactam diretamente nos atendimentos no HSV
Crédito: COLABORAÇÃO MOTOBOY XORORÓ

O maio amarelo, mês dedicado à redução do número de acidentes de trânsito, tem se revelado perigoso nas ruas de Jundiaí. Segundo levantamento do Hospital São Vicente, entre janeiro e maio deste ano foram registrados 323 atendimentos no pronto-socorro da unidade, contra 121 do mesmo período do ano passado. Aumento de 114% para o período.

Dos acidentes contabilizados estão desde queda, atropelamentos, capotamentos e colisões com carros, ônibus e caminhões.

Uma das vítimas que presenciou de perto o perigo de pilotar pelas ruas foi o tatuador Matheus Martins de Souza, de 27 anos. Há dois meses ele entrou para a estatística e quase perdeu a vida. "Entrei na contramão em uma rua que não conhecia e um carro bateu na lateral da moto. Quebrei o fêmur, a tíbia e o joelho. Já fiz duas cirurgias e coloquei uma placa de titânio na perna", conta o tatuador.

Atualmente em reabilitação, o motociclista utiliza a cadeira de rodas para se locomover. "Preciso ficar três meses imobilizado na cadeira, mas com a fisioterapia, espero voltar andar logo. Sou autônomo e com o acidente meu trabalho está parado e estou perdendo clientes", relata.

O motociclista Danilo Dantas, de 27 anos, também está em reabilitação. "Sofri acidente em abril quando um carro entrou na contramão e colidiu de frente. Tive uma fratura exposta no joelho e quebrei a tíbia, fiquei uma semana no hospital", conta Dantas.

O motoboy trabalha de forma autônoma relata que teve que usar por dois meses a cadeira de rodas. "Demorei quase 7 meses para começar a pisar no chão e espero que com a reabilitação eu pare de mancar e ganhe confiança para pisar normal no chão", diz o jovem esperançoso.

Ele acredita que por um milagre não perdeu a vida. "O acidente aconteceu por um motivo, mas mudou a minha vida. Hoje eu tenho mais cuidado e atenção para dirigir, além de conseguir ficar mais tempo com meu filho e conseguir abrir meu próprio negócio", completa.

O fisioterapeuta do Centro de Reabilitação de Jundiaí (CRJ), Alexandre Bitencurt Moreira, informa que casos de pessoas envolvidas em acidente de motos é comum. "Das 32 avaliações de alta prioridade, 20% são de acidentes de motos, é um número grande que vem crescendo de um tempo para cá", conta o fisioterapeuta.

 


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