Jundiaí

Em Jundiaí, metade dos vigilantes não é credenciada

SEGURANÇA O credenciamento dos profissionais compreende a apresentação de documentos, entre eles, antecedentes criminais


 DANIEL TEGON POLLI
Bruno Teodoro de Farias trabalha há nove anos como vigilante e diz que o diálogo e a proximidade com moradores são importantes para a confiança
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

Em um cenário de cerca de 400 vigilantes em Jundiaí, aproximadamente 200 são cadastrados na Associação dos Vigilantes de Jundiaí e Região (Avajur) que, no total, conta com 253 associados, incluindo Jundiaí e mais oito municípios da região. Os demais trabalham sem credencial para a profissão, algo exigido por lei e que inclui apresentação de diversos documentos, inclusive antecedentes criminais, além de curso de formação.

O presidente da Avajur, Lindomar da Silva, adianta que se há dúvida do morador sobre algum vigilante é preciso procurar a associação. "A gente pede para os vigilantes se associarem e tirarem a credencial. Se não tem credencial, é clandestino. Tem que fazer o que a lei pede e, se não fizer, pode ser processado. Tem muita gente que liga e pergunta do guarda do bairro para saber se é legal. Assim sentem mais segurança."

Segundo Silva, a associação também dá suporte técnico. "A gente faz reuniões, inclusive com delegados, e tínhamos cursos oferecidos pela Guarda Municipal. Infelizmente, com a pandemia, tudo parou, mas estamos tentando retomar. Durante o período, alguns vigilantes desistiram, outros diminuíram muito a arrecadação. Agora, graças a Deus, está voltando ao normal."

DE OLHO

Vigilante há nove anos na região do Jardim Pacaembu e Colônia, Bruno Teodoro da Farias conta que o ofício foi herdado do pai e é construído dia a dia. "Todo trabalho tem quem trabalha certo e quem não trabalha. A associação tenta credenciar a maioria para o nosso serviço ficar mais transparente. Tem bastante idoso no bairro onde trabalho e a gente sempre conversa e cria um vínculo. Se apresenta para ter confiança e depois é no dia a dia, no trabalho, que a gente mostra quem é."

Durante a pandemia, o trabalho foi demandado. "Para nós, a criminalidade aumentou, então a gente se destacou no trabalho, mas houve dificuldade. Alguns moradores faleceram na pandemia, teve quem pediu para reduzir o valor para conseguir pagar. Meu irmão trabalha na região central e para ele, por causa do comércio fechado, caiu 50%."

Também vigilante e vice-presidente da Avajur, Faviano Aparecido da Silva, conta que é importante os moradores terem contato com os vigilantes do bairro. "É muito importante o morador ligar para o vigilante, avisar o horário que sai e que chega, porque a nossa presença inibe bastante uma possível ação."


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