Jundiaí

Em Jundiaí, abertura de MEIs cresce 18% em um ano

ALTERNATIVA O principal setor de destaque é o de prestação de serviços, com 1.840 aberturas entre janeiro e maio deste ano, seguido por comércio, com 193


 DANIEL TEGON POLLI
Danilo Marques abriu MEI há cerca de um ano com foco em um food truck de churros em Jundiaí
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

O cadastro de microempreendedores individuais (MEIs) cresceu significativamente nos últimos anos em Jundiaí. De janeiro a maio deste ano, segundo dados da Unidade de Gestão de Governo e Finanças (UGGF), foram formalizados 2.049 MEIs. No mesmo período de 2021, este número chegou a 1.737, o que representa um aumento de 18% em 2022.

O principal ramo em destaque é o de prestação de Serviços, com 1.840 aberturas. Em seguida, as atividades que mais se destacam são Comércio (193), Ambulantes (11) e Indústria (5).

No ano passado, 1.521 em serviços, 200 na área do comércio, 15 ambulantes e um na indústria.

AUTONOMIA

Há cerca de um mês, Kelli Lima Lisboa, de 42 anos, precisou pedir demissão do antigo emprego de vendedora para cuidar do filho pequeno e decidiu abrir o MEI para conseguir trabalhar de casa. "Foi uma alternativa de ter renda, autonomia e trabalhar de casa, cuidando do meu filho. Decidi abrir o MEI para seguir na área do comércio e vender cosméticos pela internet", afirma a autônoma.

Em fase inicial, Kelli conta que não começou a trabalhar como MEI, pois ainda precisa finalizar as últimas etapas do processo. "Eu já abri o processo através do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mas para começar a exercer a função, preciso pagar a taxa da nota fiscal, em torno de R$ 200, além da mensalidade do MEI. Como estou desempregada, pretendo pagar apenas no mês que vem. Estou ansiosa para começar porque já tenho experiência na área de vendas e acredito que a renda será boa", explica Kelli.

Para trabalhar como ambulante vendendo lanches e bebidas, Andressa Lima se tornou MEI há três meses. Segundo ela, a decisão de se tornar autônoma e abrir o próprio negócio surgiu após ela e o marido serem desligados do emprego. "Eu estava desempregada há mais de um ano e meu marido tinha acabado de ser demitido do serviço. Então tivemos a ideia de investir o dinheiro da rescisão do contrato na construção da lanchonete, que fica dentro da nossa garagem", diz Andressa.

Antes de se tornar MEI, a autônoma trabalhava com carteira assinada, em um comércio do Centro. "Eu trabalhava como vendedora, mas fui desligada há cerca de um ano e meio. Antes de abrir a lanchonete, eu fazia todo tipo de bico para ter uma renda e sustentar minha família. O MEI foi uma alternativa mais viável para ganhar dinheiro e ainda trabalhar perto dos meus filhos", diz a empreendedora.

EMPREENDIMENTO

Proprietário de um food truck de churros e barista, Danilo Marques, de 33 anos, aderiu ao MEI há cerca de um ano para abrir seu próprio empreendimento. "Atualmente trabalho como ambulante e tenho meu próprio negócio no ramo alimentício. Tive a ideia de criar meu empreendimento há um ano e a agilidade do processo de abertura facilitou bastante", afirma o barista.

Além de trabalhar como ambulante, Marques presta serviço como barista, em uma cafeteria no Centro. "Na cafeteria, eu também trabalho sendo MEI. Presto meus serviços no local na parte da manhã e à tarde e, no período noturno, parto para meu outro emprego. É uma alternativa para ter mais autonomia nos serviços", diz o empreendedor.

NO BRASIL

No cenário nacional, apenas no primeiro trimestre deste ano foram abertas um milhão de empresas, sendo 79% MEIs, segundo dados da Receita Federal. Assim como em Jundiaí, o setor de Serviços representa mais da metade da abertura de empresas, com 60,2%, seguido por Comércio (31,2%) e Indústria (7%).


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