Jundiaí

Dia dos Avós relembra histórias marcantes de quem ama, cuida e cria

Netos relembram momentos marcantes ao lado dos avós e compartilham memórias


 DANIEL TEGON POLLI
Juliana de Campos é muito próxima dos seus avós Silvio Ribeiro, de 91 anos, e Luzia Campos, de 84 anos
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

Comemorado no dia 26 de julho, o Dia dos Avós, lembrando Santa Ana e São Joaquim, avós de Jesus Cristo, tem sido marcado pelo respeito e principalmente agradecimento a muitos idosos que fazem a diferença na vida de seus netos. O JJ selecionou algumas histórias que demonstram que mais que pais de seus pais, os avós se tornaram verdadeiros guardiões.

Aos 109 anos, Maria Cândida da Silva cuida de 10 filhos, 44 netos, mais de 120 bisnetos e leva uma vida ativa. De acordo com uma de suas netas, Diolice Oliveira Damico, de 59 anos, a avó é a 'mãezona' da família. "Ela cuida de todo mundo com muito amor e carinho. Aos finais de semana, ela chama toda a família para se reunir na casa dela para conversar e tomar um café. Somos muito próximos dela desde a infância, é um privilégio poder conviver com ela durante tanto tempo", afirma a neta.

No auge dos seus 109 anos, Maria sempre levou uma vida tranquila ao lado da família. Trabalhou como costureira por mais de 20 anos e nunca deixava de agradar os netos. "Quando eu era mais nova e ia para a casa dela era sempre uma festa. Minha avó sempre fazia biscoitos para receber os netos e ainda distribuía presentes. Mesmo com a idade avançada, ela ainda gosta de costurar, cozinhar e nunca esquece o nome dos netos e bisnetos. Minha avó está muito bem de saúde, posso garantir que ela é mais forte do que eu", diz Diolice.

Avó de duas netas, Diolice diz que sua avó sempre foi uma referência familiar. "Apesar de parecer brava, minha avó sempre foi um amor de pessoa e me ensinou muita coisa. Quero ser uma avó tão boa para minhas netas quanto ela foi para mim", conclui.

AMOR EM DOBRO

Desde a infância, Juliana Aparecida de Campos, de 37 anos, é muito próxima dos seus avós Silvio Ribeiro de Campos, de 91 anos, e Luzia Campos, de 84. Quando seus pais iam trabalhar, a neta passava o dia inteiro com eles, o que aumentou ainda mais o amor e carinho entre os três. "Meus avós sempre cuidaram muito bem de mim. Como eu passei quase toda infância morando no mesmo terreno que eles, nossa convivência era diária. Eu sempre senti um carinho enorme por eles e hoje me vejo na obrigação de retribuir todo o amor e cuidado que eles me proporcionaram por tantos anos", diz Juliana.

Juntos há 65 anos, Luzia e Silvio se conheceram na infância e tiveram cinco filhos. Assim como os netos, os avós também mantêm contato com os bisnetos frequentemente. "Apesar de não morar mais no mesmo terreno que eles, continuo visitando-os todo final de semana. Meus filhos também têm contato com eles e são recebidos sempre com muito carinho. Hoje em dia, o estado de saúde do meu avô é um pouco mais debilitado. Ele não reconhece muito os lugares e algumas pessoas, mas nunca esqueceu nada sobre mim", afirma a neta.

Para Juliana, as demonstrações de afeto e carinho sempre estiveram presentes nos momentos mais simples. "Eles sempre faziam tudo para agradar os netos, desde as brincadeiras na casa deles até a distribuição de presentes. Meu avô trabalhava em um colégio e sempre que voltava para casa trazia lanches para mim, pode parecer um gesto simples, mas melhorava totalmente meu dia", relembra.

 


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