Jundiaí

Móveis feitos com palha se tornam tendência de economia e praticidade


 DANIEL TEGON POLLI
Para o artesão Antonio Gozo, a palha natural passou a fazer parte da composição de móveis planejados
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

O empalhamento de móveis é uma arte praticada há séculos e ainda hoje é um artesanato viável. Cadeiras, encostos, bancos, aparadores, cabeceiras de camas, bases de mesa, portas de armários, detalhes de móveis e acabamentos fazem a diferença quando o assunto é 'dar vida' a um móvel. Com preços a partir de R$100, os artesãos já falam em aumento de 50% no trabalho após a retomada.

Com trama natural vazada e uma estética que traz um toque de sofisticação a qualquer ambiente, a palhinha é material cativo dos lares brasileiros. O artesão Antonio Gozo, de 69 anos, conta que a palha natural passou a fazer parte da composição de móveis planejados e ainda contribui na decoração. "Com a pandemia, a procura aumentou cerca de 50%. A demanda está alta e acredito que seja pela volta dos móveis retrô. Este ano vários arquitetos e designers estão apostando nesse estilo", conta.

O aposentado, com uma oficina instalada no Jardim Pacaembu, seguiu o caminho de seu pai e seus avós e, aos 40 anos, quando se aposentou, passou a ajudar o pai no ofício de empalhar. "Depois que meu pai faleceu, passei a me dedicar totalmente a isso. Hoje, devido à internet, estou com uma grande clientela interessada em móveis empalhados", relata.

São inúmeras possibilidades e combinações para usar. "Os móveis empalhados, além de estarem em alta, trazem consigo um sentimento nostálgico e sofisticado, onde os adeptos buscam sempre manter o estilo único", diz Gozo.

SERVIÇO ARTESANAL

Para Henrique Oliveira, de 60 anos, trabalhar com a palha é um hobby, mesmo não sendo sua única fonte de renda, a prática lhe traz lucro. "O principal público que procura pelo empalhamento são as pessoas que gostam e têm móveis antigos em casa, onde procuram restaurar e até comprar novos itens de palha", conta.

As técnicas e os materiais não mudaram muito ao longo dos anos, mas por ser um trabalho totalmente manual e que demanda tempo, o serviço pode durar até um dia. "O preço varia muito, consideramos o tamanho, o estado em que a peça se encontra e o tempo que vou utilizar. Os móveis mais simples, como cadeiras pequenas, estão a partir de R$100", informa Oliveira.

Giovanna Vianna

 


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