Jundiaí

Volta às aulas tem preços altos e procura baixa nas papelarias

REAJUSTE Matérias-primas como papel e plástico, que passaram por momentos de escassez na pandemia, puxam a fila da alta de preços de até 50%


 DANIEL TEGON POLLI
Os produtos de papelaria chegaram a ter aumento de 50% neste ano
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

O retorno das aulas neste segundo semestre não atingiu as expectativas de vendas em papelarias de Jundiaí. De acordo com proprietários, o reajuste de preços de até 50% em materiais escolares contribuiu para o afastamento de clientes e queda na procura dos itens. Matérias-primas como papel e plástico, que passaram por momentos de escassez durante a pandemia, puxam a fila da alta de preços.

Segundo o proprietário de uma papelaria na região da Vila Hortolândia, Airton Amaro, apesar de materiais como cadernos e canetas não estarem mais em falta, os preços continuam subindo. "O reajuste no preço de materiais escolares já alcançou os 50% e itens que levam papel e plástico são os mais afetados pela alta. No início deste ano, caderno básico com 80 folhas custava a partir de R$ 5,80. Hoje em dia estamos vendendo a R$ 10,50 por conta deste aumento desenfreado", afirma o proprietário.

Com o aumento de preço atrapalhando as vendas, Amaro diz que a procura nos primeiros meses do ano sempre é maior que as vendas do segundo semestre, e este ano não foi diferente. "As vendas são melhores no início do ano. Geralmente os pais trazem as listas de materiais que as escolas solicitam e fazem compras maiores. No segundo semestre, a procura é apenas para reposição dos itens básicos, como lápis, canetas, borrachas e cadernos, então o faturamento é mais baixo. Mesmo assim, as vendas deste ano estão melhores que o mesmo período do ano passado", explica.

SEM ESTOQUE

Proprietária de uma papelaria na Ponte São João, Patrícia Fernandes afirma que o movimento está muito devagar nos últimos dias. "Frustrou totalmente minhas expectativas. Essa época não tem nem comparação com as vendas de janeiro, mas não imaginava que seria tão abaixo do esperado. Acredito que o aumento de preços contribuiu bastante para a queda nas vendas. Muitos clientes deixaram de comprar os materiais e optaram por reutilizar os do semestre anterior", lamenta a comerciante.

Por conta da queda nas vendas e principalmente o aumento de preços, Patrícia optou por manter o estoque em menor quantidade. "É uma alternativa de tentar economizar em meio a tantos reajustes. Compro de acordo com a demanda e não fico guardando materiais no estoque. Um pacote de sulfite, muito procurado, está 18% mais caro neste semestre. Se eu manter em grande quantidade no estoque e o preço baixar de um dia para o outro, eu fico totalmente no prejuízo", explica Patrícia.

ECONOMIZAR

Para repor os materiais escolares para as aulas da faculdade, a estudante Kelly Moreira, de 25 anos, pesquisa os melhores preços nas papelarias e opta por comprar apenas o necessário. "Decidi que este semestre só vou comprar um caderno e os outros materiais vou reutilizar do começo do ano. Percebi o aumento e até me assustei com os preços. Em janeiro comprei um caderno por R$ 17 e este ano o mais barato que encontrei está R$ 21,50", afirma Kelly.

 


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: