Jundiaí

Capoeira oferece qualidade de vida, afeto e disciplina

A expressão é celebrada hoje (3) como patrimônio cultural da humanidade


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Para Conrado Ribeiro, a prática oferece inúmeros benefícios
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Reconhecida há oito anos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a capoeira, expressão cultural e esporte afro-brasileiro, é lembrada hoje (3), quando se comemora o Dia da Capoeira, como atividade que mistura arte marcial, dança e música.

Praticado inicialmente por escravos, a atividade tem conquistado adeptos com os mais diferentes objetivos. Em Jundiaí, algumas escolas de capoeira atraem pessoas para ajudar no condicionamento físico e mental.

O professor de capoeira, Conrado Fernandes Ribeiro, explica que a prática oferece inúmeros benefícios ao longo prazo. Desde condicionamento físico até a mental. "A capoeira tem uma diversidade de estímulos. Ela faz bem para o corpo, traz musicalidade, ancestralidade e o convívio social. É mais que uma luta física ou de resistência, é cultura, tradição e educação", conta.

Ele acredita que a data seja de extrema importância para reforçar a cultura. "A capoeira é uma manifestação cultural, mas por diversas vezes, ela ainda é demonizada e estigmatizada por ser considerada uma manifestação religiosa. Então ainda enfrentamos algumas barreiras", diz.

Executada por todas as idades, a capoeira não requer muitos requisitos para exercê-la. "Todos podem praticar, independente da idade, condição física ou social, pois os movimentos podem ser adaptados às limitações das pessoas. A Capoeira também é bem vista nas escolas de educação infantil, pois envolve toda a questão de movimento, musicalidade e a ludicidade atrelada aos princípios de valores éticos e morais", diz o professor.

NA PRÁTICA

Capoeirista há quatro anos, Talita Molinari Tofanani, de 38 anos, procurou a luta depois que seu filho começou a praticar. "Na época eu estava sem fazer nenhum exercício e queria praticar algum esporte com meu filho e, como ele já executava na escola, procurei uma academia e a partir daí não parei mais. A capoeira mudou minha vida", relata.

Para Talita, a luta representa família, empoderamento e superação. Foi por conta da capoeira que conheceu o marido. "A luta proporciona a superação em realizar novos movimentos, ajuda na saúde e bem-estar e me permite cantar e interagir com outras pessoas, é onde eu posso ser livre", informa a capoeirista.

Giovanna Vianna

 


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