Jundiaí

Com falta de chuva e poluição, Jundiaí se aproxima do 'alerta'

ESTIAGEM A fase de alerta é quando a umidade do ar varia entre 21 e 12%; a Defesa Civil não descarta que o município entre em alerta em agosto


 DANIEL TEGON POLLI
No primeiro dia de agosto, a umidade relativa do ar esteve em 26%, o que representa estado de atenção
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

Com tempo seco, falta de chuvas volumosas e poluição acima do ideal, a umidade relativa do ar ficou abaixo dos 30% nos últimos dias e colocou Jundiaí em Estado de Atenção pela Defesa Civil, porém o órgão reforça que nos próximos dias, com possibilidade de a umidade estar abaixo dos 21%, Jundiaí entre em Estado de Alerta.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Jundiaí, João Osório Gimenez, o ideal é que essa porcentagem fique na casa dos 70%, mas por conta da falta de chuvas volumosas, período de estiagem e incidência de queimadas, a média está muito abaixo do ideal. "Em julho deste ano, a média de chuvas foi 21% menor que a média dos últimos dez anos no mesmo período. De 2012 a 2021, o índice pluviométrico registrado foi de 55 milímetros. Já em 2022, o índice foi de 43 milímetros", explica Gimenez.

ALERTA

No primeiro dia de agosto, a umidade relativa do ar esteve em 26%, o que representa estado de atenção. Já a fase de alerta é quando a umidade varia entre 21 e 12%. Abaixo dos 12% está o estado de emergência e acima dos 30% representa a fase de observação. "Até o final de agosto, não descarto que o município entre em estado de atenção, pois é o período de maior estiagem do ano. Quando a umidade fica abaixo dos 21%, é recomendado que atividades e serviços ao ar livre sejam suspensos", diz o coordenador.

Para a análise da umidade relativa do ar, a Defesa Civil utiliza psicrômetros instalados no Aeroporto Comandante Rolim Amaro, que são aparelhos que contêm dois termômetros que fazem a medição da temperatura e a quantidade de moléculas de água encontradas no ar.

QUALIDADE DO AR

Além da umidade relativa, a qualidade do ar também é afetada pela escassez de chuvas e quantidade de poluentes causados por queimadas e emissões de veículos e fábricas. De acordo com a gerente da Divisão de Qualidade do Ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), órgão responsável pelo monitoramento da qualidade do ar, Lúcia Guardani, em períodos de estiagem os poluentes ficam acima do ideal. "Nos últimos dias, a qualidade do ar em Jundiaí está variando entre boa e moderada. Quando o índice é moderado, é provável que as pessoas sintam sintomas como ressecamento no nariz, irritação na pele e vias respiratórias, principalmente os alérgicos", afirma a gerente.

Segundo a especialista, quando o tempo fica seco por muito tempo, a poluição do ar aumenta. "A água serve como um filtro para limpar os poluentes da atmosfera. Quando não chove, os poluentes dos veículos, fábricas e queimadas permanecem no ar e a qualidade cai", diz Lúcia.

Em Jundiaí, a estação de monitoramento da qualidade do ar fica no Ginásio Bolão, no bairro Anhangabaú e a medição acontece em tempo real.

PREVISÃO DO TEMPO

Nesta quinta-feira (4), o tempo segue seco e sem condições para chuva no estado de São Paulo. Além disso, há condição para a umidade relativa atingir níveis mais críticos, fazendo a qualidade do ar diminuir consideravelmente.

A partir de sexta-feira (5), a aproximação e passagem de uma frente fria criará condições para pancadas de chuva isoladas. Essas chuvas não serão de intensidade forte e nem mesmo possuirão acumulados elevados. Com relação à umidade relativa, a variável continua em níveis críticos, uma vez que a frente fria não terá força para adentrar todo o território paulista.

 


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