Jundiaí

Tempo seco e quente faz crescer busca por serviço de lava-rápido

ESTIAGEM Com chuvas mais escassas, a tendência é que serviço de lava-rápido atraia clientela


 DANIEL TEGON POLLI
Os compressores ajudam a fazer o serviço economizando água, o que acaba deixando o negócio ainda mais interessante
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

A falta de chuva e o tempo seco dos últimos meses têm gerado prejuízo em alguns setores e danos à saúde, mas acabam sendo positivos para quem faz limpeza automotiva. O tempo mais quente e seco impulsiona este serviço e os lava-rápidos, já adequados para reduzir o consumo de água com compressores, por exemplo, não têm mudança no gasto.

Proprietário de um lava-rápido na Vila Virgínia, João Aurélio tem percebido aumento na procura pelo serviço. "Trazem mais carro para lavar com o tempo seco, principalmente por ser região com mais apartamento. Aqui a gente usa máquina de alta pressão, que gasta menos água, espuma, luva de microfibra e seca com rodinho e o pano certo."

Mesmo com a conta de água sendo reajustado, ele não tem tido prejuízo. "A conta de água aumentou faz uns três meses, mas não muda o meu custo com a alteração do preço da água, porque não passa da taxa média do comércio. Sempre uso consciente. O mais caro é a energia", analisa.

ECONOMIA

Responsável pela lavagem de automóveis em um estacionamento do Centro, Haroldo Shindo diz que dias ensolarados são melhores para os negócios. "Usa bastante água mesmo, mas geralmente já tem o consumo mínimo e independentemente se usar a quantidade em época de calor, de mais sol, as pessoas trazem mais carro para lavar."

Sobre o fluxo de uso, ele diz que há uma caixa d'água específica para o lava-rápido. "Tem uma caixa específica para a lavagem por causa da pressão da água e tem o compressor, que controla a pressão que sai na mangueira. Economiza muito mais água do que se usar água da torneira convencional. Como a água sai com pressão, gasta muito menos, porque mistura ar com a água, quem lava em casa com mangueira normal gasta bem mais."

Proprietário de uma oficina que também tem lava-rápido no Anhangabaú, Valdir Finoti utiliza mangueira de alta pressão e conta que o consumo de água é baixo. "Lavamos outros carros, mas a maior parte é dos que arrumamos na oficina e depois lavamos para entregar. Sempre vem para nós o consumo mínimo, não temos problema de consumo de água."

 


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