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Elementos rústicos são apostas de arquitetos e decoradores

KÁTIA APPOLINÁRIO - ESPECIAL PARA O JJ | 15/07/2018 | 13:00

Madeira, tijolos, instalações elétricas e concreto aparente. Explorar elementos rústicos tem sido uma saída muito utilizada por arquitetos e decoradores para modernizar os estabelecimentos sem deixar de preservar seus traços históricos. “Muitas vezes o imóvel é uma residência antiga, geralmente central, cujo sistema construtivo é tradicional e preserva suas características originais. Assim, deixar o tijolo aparente é uma forma de contar essa história”, explica a arquiteta e presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, Rosana Ferrari. Esse estilo arquitetônico surgiu durante a Segunda Guerra Mundial e ficou conhecido como “brutalismo”. “Foi muito utilizado até meados da década de 80 e, agora, volta como tendência e fonte de inspiração”, conta a arquiteta e designer Márcia Campos, que há 14 anos elabora projetos para espaços comerciais, residenciais e corportativos.

Outra vantagem do estilo rústico é a possibilidade de inovar a partir do reaproveitamento dos itens que o ambiente já oferece. “Esta acaba sendo uma forma eficiente de preservar a natureza. A utilização de materiais reaproveitados pode proporcionar conforto térmico e robustez ao imóvel, com economia e sustentabilidade”, reitera Rosana. O arquiteto e urbanista Eduardo Carlos Pereira alega que a busca incessante dos clientes pela funcionalidade dos ambientes acaba colocando em segundo plano outros fatores importantes. “Um ambiente agradável precisa ter, necessariamente, um sinal do tempo. Assim, aquela exigência obsessiva pelo moderno precisa ser superada com o conhecimento que o proprietário precisa ter para o que vai colocar na casa dele”, explica, sugerindo a utilização de objetos da história pessoal ou da família para agregar identidade e afeição pelo ambiente.

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Os projetos devem prezar pela qualidade de vida dos frequentadores. “O primeiro passo é identificar as necessidades da família e observar quais elementos possibilitariam de fato um ambiente adequado ao uso”, alega Rosana Ferrari, reforçando que a decoração ainda não recebe a importância que merece. “Deveríamos fazer do ‘bem estar’ e do ‘morar bem’ uma questão ligada à saúde pública”, completa.

Em alguns de seus projetos, o arquiteto Eduardo Carlos Pereira opta pelos tijolos aparentes e cores suaves | Foto: Divulgação

Em alguns de seus projetos, o arquiteto Eduardo Carlos Pereira opta pelos tijolos aparentes e cores suaves | Foto: Divulgação


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