Jundiaí

Caixa vai dar desconto de até 90% em dívida


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Crédito: Reprodução/Internet
A Caixa Econômica vai lançar um programa de renegociação que prevê descontos que podem chegar a 90% na dívida de 3 milhões de clientes para tentar recuperar até R$ 4 bilhões de recursos que, hoje, são considerados prejuízo, disse ontem o presidente do banco estatal, Pedro Guimarães. O anúncio foi feito no Ministério da Economia, em Brasília, onde Guimarães participa de uma reunião com o ministro Paulo Guedes e que também conta com a participação do presidente do BNDES, Joaquim Levy. Segundo Guimarães, esses clientes inadimplentes se financiam no mercado a taxas que podem chegar a 15% ao mês. O banco quer renegociar as dívidas - 90% têm valor até R$ 2.000 - e oferecer a esses clientes um empréstimo mais barato, como consignado, que tem taxas de 2% a 3% ao mês. O desconto mínimo oferecido será de 40%. "Até R$ 4 bilhões podem ser recuperados em renegociação, se fossem 100% dos 3 milhões. Mas pelo menos R$ 1 bilhão [A CAIXA] consegue", estima. Guimarães calcula que a renegociação vai beneficiar os clientes de menor renda, de quatro a cinco salários mínimos. Ao todo, o programa poderia alcançar 300 mil empresas e 2,6 milhões de pessoas físicas. Devedores do programa Minha Casa, Minha Vida não estão incluídos nesse programa. O presidente da Caixa também anunciou uma linha de crédito imobiliário que vai emprestar a IPCA mais juros de 4%, vantajosa ao banco do que os empréstimos feitos a TR (Taxa Referencial, hoje zerada) mais 4,5% ao mês. O funding do banco público serão os recursos do SBPE, sistema da poupança. "Se você quiser securitizar uma carteira de crédito, o mercado não compra com a TR. Então se eu fizer IPCA mais alguma coisa, eu consigo vender", afirmou. "É bom para a Caixa, o banco do Excel (programa de planilhas no computador). A gente ganha dinheiro e a gente ajuda a reativar a economia."Com essa mudança, Guimarães espera gerar uma carteira de crédito imobiliário de R$ 10 bilhões, com 46 mil imóveis que beneficiariam até 400 mil pessoas. CONFIANÇA O mercado financeiro opera descolado de crises entre governo Bolsonaro e Câmara dos Deputados nesta semana. O apoio de deputados do centrão à reforma da Previdência, mesmo que não seja o texto em trâmite, deixa investidores confiantes com a aprovação de mudanças no sistema de aposentadorias ainda este ano. O otimismo se reflete na forte recuperação da Bolsa nesta semana. Após bater os 89 mil pontos na sexta-feira (17), o Ibovespa fechou acima dos 94 mil ontem, com ganho de 2,76%, a terceira maior alta percentual do ano. O dólar perdeu o patamar dos R$ 4,10 e fechou cotado a R$ 4,0490, queda de 1,36%. O dólar acumula alta de 4,6% em maio e de 5,88% no ano. Nesta terça, o Banco Central realizou mais dois leilões de linha que somaram US$ 1,25 bilhão de venda com compromisso de recompra. Na quarta (22), acontecerão os dois últimos leilões da semana. "O mercado que mais sente o clima vigente é o dólar. O real, no entanto, não tem uma performance isolada, já que a guerra comercial entre EUA e China provoca uma depreciação de mercados emergentes. Para as nossas exportações não ficarem mais caras, a nossa moeda deve depreciar o mesmo que eles. Um patamar mais justo seria dólar a R$ 3,70, R$ 3,80", diz Freitas. (Folhapress) T_presidentecaixa

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