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Blocos carnavalescos se adaptam às novas exigências

Mariana Checoni | 14/01/2020 | 05:00

As inscrições para os blocos de rua de Carnaval 2020 em Jundiaí encerraram ontem (13) e, apesar de a lista dos blocos e dos horários dos desfiles ainda não terem sido divulgados, alguns tradicionais já garantiram presença e afirmam que este ano as exigências da Prefeitura foram maiores, em relação ao ano passado. A principal delas será a contratação de três bombeiros para auxiliar na segurança do local.

O presidente do Bloco Kekerê, Tom Nando (Fofão), conta que apesar das exigências, o edital traz um lado positivo. “As normas trarão maior organização para os desfiles de blocos. Quando se coloca certas exigências que devem ser bancadas pelos blocos carnavalescos, como ambulância, bombeiros, seguranças e cordeiros (aqueles que levam a corda em volta do caminhão para evitar acidentes), é uma garantia para todos que participam da festa, inclusive para os músicos, produtores e principalmente para o público”, explica.

Segundo comenta, a gestão de cultura cumpre seu papel e oferece aos blocos a estrutura municipal que lhe cabe, como contratação de trios elétricos compatíveis, locação e instalação de banheiros químicos, além da participação da Guarda Municipal e de agentes de trânsito para apoio do evento. “Esta parceria do poder publico com o privado é o motor que permite realizar os eventos e trazer muito lazer, muita cultura e diversão para a população”, completa.

O presidente do Bloco Ponte Torta, Wilson Serpa, também acredita nas melhorias, mesmo com o aumento de custos. “O edital foi justo para a proposta de Carnaval que Jundiaí tem. A segurança de quem participa do evento é muito importante”, diz o presidente.

Rodrigo Alves, do Bloco do Galo Doido, conta que os custos do bloco serão maiores. O bloco se concentrará no dia 23 de fevereiro, às 14h. “Acho justo o bloco arcar com algumas contas e a prefeitura ceder o espaço e a limpeza. É uma parceria”, afirma.

Tom Nando lembrou que um dos pontos negativos não tem sido o conteúdo do edital, mas sim o tempo em que ele é divulgado. “A gestão de cultura não lança o documento com tempo suficiente para a excelência do desenvolvimento de um evento grandioso como o Carnaval. O problema não é o tempo para preencher o edital, pois é suficiente para tal. O problema é termos tempo para organizar o desfile, como poda de árvores nos trajetos dos trios elétricos e contratação dos profissionais necessários”, afirma Fofão.

A lista dos blocos participantes será divulgado nos próximos dias, após análise de uma comissão responsável para saberem se estão aptos para sair às ruas.


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