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A melhor cidade do Brasil para se investir, segundo o Financial Times

Da redação | 14/12/2019 | 06:00

Segundo o jornal Financial Times, Jundiaí, que está entre as 20 maiores economias do Brasil, é a melhor cidade do país para receber investimentos do setor produtivo. Uma de suas vantagens, além da infraestrutura, é sua localização no centro do maior mercado produtor e consumidor da América do Sul, a Grande São Paulo e a região de Campinas.

Jundiaí é a porta de entrada para o interior mais rico e desenvolvido do País. Tem o 7º maior PIB (Produto Interno Bruto) do Estado de São Paulo (2016), no valor de R$ 39,8 bilhões, e PIB per capita de R$ 98 mil, maior do que o de todas as capitais do País e 109% maior que o PIB per capita estadual.

Apesar das dificuldades de superação da crise econômica enfrentadas pelos municípios, em Jundiaí o saldo é positivo. Considerando resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) para os anos de 2017 e 2018, mais os nove primeiros meses de 2019, deduzidos os desligamentos, o resultado foi de 2.367 empregos gerados.

O crescimento no número de empresas foi ainda mais notável: entre 2017, 2018 e 2019, até outubro deste ano, o saldo de empresas abertas chegou a 8.353 empresas, de todos os setores, e de todos os portes (inclusive microempreendedores – MEI).

De acordo com os dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS 2018, recém-divulgada, existem em Jundiaí 25.356 empresas (excluindo-se MEIs que não tenham funcionários), das quais 161 empresas são multinacionais, representando 24 nacionalidades.

Entre as maiores e mais representativas, estão Apple, Coca Cola/Femsa, Siemens, BRF, JDE Cafés, Henkel, Foxconn, Duratex Metais, Fini, Klabin, Joyson (Takata), Astra, Via Varejo, CRS Brands, Castelo Alimentos, Correias Mercúrio, Fidelity, Dow Brasil, CBC, e muitas outras de grande significação.

Segundo a Unidade de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (UGDECT), captar e manter empresas no município é preocupação prioritária da Prefeitura, para quem a melhor política de renda é a geração de empregos e de oportunidades.

Diretamente, há inúmeras iniciativas visando a promoção do desenvolvimento econômico local. As ações vão desde o Café da Manhã com os setores produtivos, realizado semanalmente pelo prefeito Luiz Fernando Machado, passando pelo fomento geral ao empreendedorismo com as ações de microcrédito (via Banco do Povo), e de fomento ao empreendedorismo de base tecnológica (com a expansão da Incubadora Tecnológica de Jundiaí).

Também são destacadas as ações do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), voltadas tanto ao cidadão em busca de emprego quanto às empresas interessadas em selecionar mão de obra, e as ações semanais executivas do Programa Desenvolve Jundiaí, que reúnem diferentes áreas da administração relacionadas ao processo de licenciamento de atividades, promovendo agilidade aos processos.

O gestor Messias Mercadante de Castro, da UGDECT, também lembra que há ações conjuntas com outras Unidades de Gestão em temas ligados ao desenvolvimento. “A Diretoria de Ciência e Tecnologia, por exemplo, organizou o Hackweekend de Atividades Físicas e de Esporte, em conjunto com a UGEL, dedicada à participação de startups de programação em atividades ligadas à área esportiva. As equipes vencedoras já foram convidadas e já participam da Incubadora Tecnológica como não-residentes”, explica.

É importante compreender que, além de todas ações diretamente conduzidas pela Unidade de Desenvolvimento Econômico, os investimentos conquistados pela cidade também têm expressivos efeitos multiplicadores. “É possível citar, como exemplo, a viabilização no município do TIJU – Terminal intermodal de Jundiaí, permitindo, sob operação privada, o trânsito de contêineres por ferrovia daqui para o Porto de Santos, com impactos positivos permanentes para a atividade econômica local, e as atividades do aeroporto da cidade (VoaSP)”, resume o gestor.


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