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A saída é recorrer às feiras livres e ao delivery

Édi Gomes | 30/04/2020 | 05:00

O sistema de entrega delivery diversificou neste período de distanciamento social, mas além das refeições produtos como roupas, fraldas e até aparelho para verificar pressão arterial entram na lista de pedidos. Até as feiras livres são uma opção de compras.

A dona de casa Raquel Passos Risso, de 31 anos, moradora do Eloy Chaves, testou o sistema e ficou satisfeita com a qualidade dos produtos e do serviço de entrega. Casada e mãe de três, o mais novo ainda utiliza fraldas e foi justamente o que precisou adquirir.

“Eu comprei fraldas pela internet e roupas para os meus filhos. A loja, que fica no centro da cidade, entregou por motoboy e sem cobrança de frete. Achei uma boa promoção também. Valeu a pena e os preços não estavam salgados”, disse.

A funcionária pública Kelly Duarte, de 51 anos, é defensora do isolamento social e por isso é adepta ao delivery. “Tenho uma amiga que comprou um sofá que foi entregue em 24 horas. Outra precisou de roupas infantis e o entregador esperou que ela experimentasse no filho e ainda parcelou no cartão de crédito. Eu comprei um aparelho de medir pressão, um controle remoto e vinho.”

Kelly disse que até a cabeleireira está prestando assessoria aos clientes entregando os produtos para a manutenção. “Ela faz um trabalho de alisamento e faz entrega em domicílio, enquanto o salão estava fechado”, completou.

Uma questão que tranquilizou a funcionária pública, quando efetuou as suas compras foram os cuidados dos entregadores com a segurança. “Bom lembrar que as normas quanto a higiene foram todas cumpridas, como o uso de máscaras e higienização tanto da maquininha quanto do cartão de crédito”, finaliza.

FEIRA LIVRE
Aproveitando o fechamento das lojas em cumprimento dos decretos municipal e estadual, a feira livre pode ser uma opção para quem precisa de produtos para a família. em especial vestuário. Segundo o presidente do Sindicato dos Feirantes e Vendedores Ambulantes, Cláudio Fracasso, o setor caminha para a normalidade. As vendas de hoje estão muito próximas do início do isolamento social, em que houve um esvaziamento de público.

“No início da pandemia houve queda nas vendas dos produtos manufaturados nas feiras livres, mas agora estamos quase na normalidade. Acredito que estamos com valores próximo aos que tínhamos antes da quarentena”, comentou.

O que também impulsiona esta retomada, segundo Fracasso, é a atenção que os feirantes, principalmente de vestuário e calçados, têm com as tendências do mercado. “Entre os produtos, que estão com maior saída, temos as peças íntimas e roupas de frios, pois já estamos entrando no inverno”, disse.

CONSCIENTIZAÇÃO
Além da melhora nas vendas dos produtos manufaturados, fala da conscientização dos consumidores. “O público que frequenta a feira aderiu a campanha de utilizar máscaras e isso vem de encontro com a campanha que os feirantes fizeram. Todas as bancas estão empenhadas tomando todos os cuidados e desta forma evitar o risco de contaminação do coronavírus”, finalizou.

 


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