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Acidentes com morte: Mesmo com redução, trânsito ainda preocupa

Simone de Oliveira | 22/10/2019 | 05:00

Apesar de os dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga) de setembro terem sidos menores em comparação ao mês anterior, ou seja, quatro mortes contra seis em agosto, a preocupação continua com os índices altos de acidentes com morte, principalmente em vias municipais.

Colisão entre veículos, capotamento e atropelamentos são os destaques, principalmente em ruas e avenidas de Jundiaí. Uma preocupação para autoridades, comerciantes e moradores de bairros onde os índices têm sido intensos. É o caso da avenida Osmundo dos Santos Pelegrini que, no mês passado, foi palco de um atropelamento com morte.

Há 17 anos com uma banca de jornal na avenida, uma das mais movimentadas do Retiro, Antônia Célia da Silva, conhecida como Tininha, diz que já pensa em um abaixo-assinado para a instalação de lombadas ou de faixas para que os motoristas respeitem o trânsito local. “Os motoristas não respeitam ninguém por aqui. E temos a movimentação de muitos idosos por conta do centro esportivo e da UBS que ficam aqui perto. Talvez se tivesse as faixas os motoristas respeitariam melhor. Aliás, semana passada uma mulher foi atropelada novamente aqui”, diz Tininha, que também mora na região.

Quem trabalha diariamente no local espera a mudança no trânsito para evitar os acidentes, porém, reforça que a educação do motorista é importante. Há 33 anos com um comércio instalado próximo à avenida, o comerciante José Luiz Mauad espera providências para que a demanda de carros que circula no local seja amenizada.

“As pessoas perderam a noção no trânsito. Os motoristas se enfrentam e acabam perdendo o respeito entre si e com as pessoas ao redor, mas não podemos deixar de falar que o pedestres também precisam estar atentos para evitar os acidentes e as mortes, claro”, lembra o comerciante.

Ele espera que os motoristas respeitem mais a velocidade. “Se o trânsito está intenso é preciso reduzir a velocidade e ter mais paciência. Assim podemos evitar as mortes.”Das quatro mortes registradas em setembro, três foram em rodovias e uma em via municipal, sendo um atropelamento. A Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte (UGMT) lembra que no total acumulado do ano, incluindo o mês de setembro, foram 42 mortes registradas em ambos os sistemas, sendo 15 delas no viário urbano.

De janeiro a setembro de 2018 foram registradas 26 mortes, enquanto que, no mesmo período deste ano, houve 15 mortes, uma redução de 42%.

Radares

Questionada sobre a implantação de radares nas avenidas citadas pelo sistema, entre elas, ruas José do Patrocínio e Fernão Dias Paes Leme, além da avenida José Alves de Oliveira, a unidade diz que o critério para implantação de radares adota o número de acidentes registrados ao longo de dois anos, sendo priorizadas as vias com maiores números e com registro de velocidade acima da regulamentada, seguindo os estudos técnicos.

A unidade informa que todo sistema viário do município é analisado seguindo as indicações ou solicitações recebidas através do sistema 156 e com base no número de acidentes registrados por período, adotando-se as medidas técnicas cabíveis segundo os manuais e resoluções que definem a implantação de dispositivos e sinalização.

A velocidade máxima permitida para a via é indicada por meio de sinalização, obedecidas suas características técnicas e as condições de trânsito. “Deve haver o respeito à sinalização, sobretudo à velocidade regulamentada ou prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para cada tipo de via, e o respeito à prioridade de travessia dos pedestres nas faixas que devem realizar a travessia em locais sinalizados”, informa a nota da UGMT, que ainda completa. “As vias têm sua sinalização de velocidade regulamentada através de placas de sinalização, sendo estas são definidas segundo características de uso e geometria.


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