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Ações de economia solidária em Jundiaí terão foco na emancipação financeira

SIMONE DE OLIVEIRA | 11/12/2018 | 05:03

Com o objetivo de oferecer ferramentas e incentivar as habilidades e potencialidades das pessoas que desejam inserção no mercado de trabalho, a Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS) implantará já no primeiro semestre do 2019 o que chama de Economia Solidária e Empreendedorismo Social. Segundo explica a gestora da Unidade, Nádia Taffarello Soares, a ideia é que as famílias tenham condições de se emancipar, que não tenham que viver apenas pedindo cestas básicas ou roupas. Para o trabalho ser mais abrangente, isto será possível também com a ajuda de empresas parceiras que desejam abraçar a ideia.

“Queremos qualificar esta pessoa em algum tipo de curso, mas principalmente levar em conta a necessidade do mercado. Não adianta apenas qualificá-la e não dar condições para que ela toque seu negócio em frente porque todo o investimento fica parado e o aprendizado fica perdido”, comenta Nádia.  A assessoria de Políticas Complementares, Rosana Meringhi, ainda completa dizendo que os gestores que trabalham nos centros de acolhimento é que darão um suporte para conseguir captar estas pessoas que precisam desta chance. Saber quem são elas e quais suas potencialidades será importante para dar um ‘norte’ aos técnicos que ministrarão estas ações.

“Já existem algumas iniciativas que estão dando certo e isto é importante porque fortalece a chance de estas pessoas serem reconhecidas e, em alguns casos, sair das ruas”, diz Rosana. E, como exemplo de que pequenas atitudes podem dar certo, um bazar foi realizado recentemente nas dependências do Paço Municipal com peças de um grupo de ex-moradores de rua ligados ao Centro de Referência Especializado da Assistência Social para população em situação de rua (Centro Pop), Casa Santa Marta, SOS e pela Comunidade Terapêutica Educacional Cristã (CTEC).

Além de um verdadeiro exemplo de Economia Solidária aprenderam sobre empreendedorismo para saber como e quando fazer com que seu produto chegue ao consumidor final. “É possível mostrar para este público que o que aprendem pode virar uma renda. Mas não adianta apenas oferecer um curso e sim mostrar que é possível fazê-lo entrar no mercado de trabalho. Eles começam a se tornarem exemplos para outras pessoas”, diz Nádia”

CAPACITAÇÃO
Para mostrar aos gestores e técnicos que recebem estas pessoas que necessitam de ajuda para uma recolocação profissional, um curso de capacitação será ministrado entre os dias 18 e 20 de dezembro nas dependências do Parque da Cidade. Cerca de 30 profissionais estarão em cada dia do evento recebendo todas as informações sobre a propostas de implantação de ambas as ações.

Entre as ideias já pensadas, mesmo que a longo prazo, está a implantação do que chamam de ‘suco social’, ou seja, oferecer um curso para que aprendam a fazer a bebida, aproveitando também a matéria-prima da Região. Há também um curso de lanches voltados aos bufês e cafés. “Eles poderão ser oferecidos ao serviço público por meio de licitações”, adianta.

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