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Ações sociais fazem a diferença quando o assunto é calor humano

SOLANGE POLI | 31/05/2019 | 05:02

Exemplos de solidariedade e amor são capazes de dar uma nova luz à vida não só de quem recebe, mas acima de tudo de quem oferta. Mais que isso, quem coloca um pouco de si numa atividade para transformá-la em ação social, em prol do bem das pessoas, prova que a vida é muito mais que o corre-corre diário e a batalha pela sobrevivência. Voluntários de projetos desenvolvidos em Jundiaí provam que a união e a boa vontade são atitudes transformadoras. Mais que calor humano, as doações são recíprocas e vão muito além dos produtos confeccionados.

Calor humano é o que não falta no grupo de voluntários do Núcleo Assistencial Casa do Caminho, de cunho filantrópico e presente em Jundiaí há 15 anos, com vários projetos e ações. As doações ocorrem periodicamente, com assistidos cadastrados pelos voluntários.

Um dos projetos mais animados do núcleo é o Caminho do Amor, o primeiro passo dado pela Casa do Caminho. O objetivo é orientar futuras mamães, geralmente carentes, com atividades realizadas por uma equipe multidisciplinar. Além das informações necessárias, após os cursos são fornecidos enxovais para os bebês, confeccionados na própria instituição. As voluntárias se reúnem semanalmente para confeccionar as peças, como casaquinhos e mantas que farão parte dos kits.
Jocelina Almeida Curado Fehr, 99 anos, é uma das voluntárias do grupo desde sua fundação. Ela mostra com carinho a manta que lembra ter levado aproximadamente um mês para confeccionar. “Tenho muito prazer em vir e ajudar a produzir”, comenta. Cecília Mingotti Tessaro, 76 anos, ressalta que também gosta de colaborar em outros projetos, mas é na confecção dos enxovais que se realiza. A amiga Gertrudes da Silva Almeida, 83, também revela seu gosto pelo tricô. “O maior prazer mesmo é poder ajudar e fazer os trabalhos com amor”, afirma.

QUADRADINHOS
Outro projeto que se destaca pela criatividade, com bom gosto e simplicidade, é o Quadradinhos Solidários, criado em 2013. O grupo foi criado com o propósito de reunir amigas para a confecção de quadradinhos de crochê que, unidos, formam mantas de lã. Depois de prontas, são doadas a entidades assistenciais, além da venda para reverter o lucro obtido em outras doações, conforme as necessidades verificadas. “Funciona diariamente, pois fazemos os quadradinhos em casa, mas costumamos nos reunir mensalmente, sem local fixo, quando fazemos a montagem das mantas e nos confraternizamos”, afirma Laura Scabin Vicinansa, fundadora do projeto.

Além das voluntárias que confeccionam os quadradinhos, inicialmente em crochê e atualmente também em tricô, o grupo conta com pessoas que doam os materiais e dão suporte ao projeto. “Somos em cerca de 500 pessoas, a maioria de Jundiaí, mas temos também algumas voluntárias da capital paulista. Estamos sempre abertos a ideias e soluções. A ideia é simples e básica, mas com um retorno muito gratificante. Faz um bem muito maior a quem participa do que a quem recebe”, salienta Laura.

As mantas de colo, segundo a fundadora do grupo, são práticas e facilitam o dia a dia nos lares de idosos, principalmente. Laura lembra ainda que uma das instituições beneficiadas é a Associação Brasileira de Assistência às Pessoas com Câncer (Abrapec), parceira nos últimos três anos. Cada vez mais conhecido, o projeto também faz sucesso no Facebook, onde há um grupo fechado com links e sugestões.


Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/acoes-sociais-fazem-a-diferenca-quando-o-assunto-e-calor-humano/
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