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Adicional de 30% em salário de motoboys pode causar desemprego

| 21/06/2014 | 00:05

A lei sanciona da pela presidente Dilma Rousseff, nesta semana, que inclui o pagamento adicional de 30% por periculosidade aos mototaxistas, motoboys e motofretistas, já está valendo – com a publicação da Lei nº 12.997 no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira,20.

As alterações, que exigiram mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e foram anunciadas pela presidente em cerimônia no Palácio do Planalto, já causam alvoroço no setor, que fala em demissões e reajuste nos valores dos fretes. Apesar de justo – pelo perigo que correm no trânsito diariamente -, empresários fazem cálculos para amortizar o impacto, que em Jundiaí, ainda terá o acréscimo do reajuste anual da categoria (dissídio), que deverá chegar a 9%. 

Em Jundiaí, o salário-base da categoria é de R$ 932, o que acarretará um acréscimo no salário de R$ 279,60, sem contabilizar o dissídio – ainda não definido. Ao montante, dependendo do tipo de contratação, ainda é acrescido o valor do aluguel da motocicleta, que pode chegar até a R$ 500 por mês. “Tenho 40 motoboys na empresa que tiram, em média, R$ 1,5 mil por mês. Com o adicional de periculosidade mais o dissídio que está para sair – entre 7% e 9% -, o aumento vai chegar quase a 40%. Não tenho como aguentar. Terei de cortar funcionários”, aponta o proprietário de uma empresa de motofrete, Gilberto Francisco da Silva, 37 anos, há 10 no mercado. 

Segundo o empresário, que também atua nas ruas, o adicional por periculosidade é justo, mas vai pesar no orçamento, já que não era previsto. “O valor terá de ser repassado para os clientes. Muitos não vão aceitar, e com isso, acontecerão as demissões”, explica. Ele estima em corte em torno de 40% no quadro atual de funcionários. 

O representante do Sindicato Trabalhadores, Empregados, Agenciadores, Condutores de Utilitários em duas ou três rodas, Motorizados ou não de Campinas, Jundiaí, Sorocaba, Piracicaba e suas Regiões e cidades anexas (Sindimoto) não foi localizado pela reportagem do JJ Regional para comentar o impacto da medida.


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