Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Advogada jundiaiense está em ‘exílio’ forçado em Cusco, Peru

Édi Gomes | 19/03/2020 | 16:05

Quando embarcou para as férias em 12 de março, a advogada Ana Letícia Pessanha Prado Bortolini não imaginava que o passeio poderia se tornar um exílio forçado. Dois dias depois ela foi para Cusco com o roteiro de passeios e trekking salkantay (modalidade de caminhada), em Machu Picchu. No entanto, seguindo determinação das autoridades de saúde, Cusco está fechada por causa da progressão do coronavírus (covid-19). Ela já pediu auxílio nas redes sociais as autoridades de Jundiaí e também da embaixada brasileira no solo peruano.

O Ministério das Relações Exteriores informou hoje que os brasileiros que viajaram ao Peru serão repatriados amanhã (20). Após negociações com o país vizinho, o Itamaraty, o Ministério do Turismo e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em operação conjunta com a Embaixada do Brasil em Lima, conseguiram autorização para que dois voos especiais vão à capital peruana para buscar os turistas brasileiros que lá estão.

Ela e mais oito brasileiros estão em um hostel proibidos de circularem pela cidade. “Não se pode sair na rua. Tem policiais advertindo verbalmente e você pode ser preso por desacato. Não há ônibus transitando pelo país. Só serviços básicos como hospitais, algumas farmácias e pouquíssimos mercados. Não há pessoas transitando nas ruas. Está complicado”, lamenta a advogada.

Ana Letícia destaca que o momento agora é de solidariedade. A população local, com quem ainda podem ter contato, estão tratando ela e os demais brasileiros como se fossem da família. “O meu retorno estava programado para 24 de março, mas até o momento não tivemos nenhuma informação. Os aviões anunciados pelo governo brasileiro nesta quinta-feira (19), que estão indo para o Peru, vão aterrissar em Lima. Nós estamos em Cusco. Tentamos contatos para nos direcionar para lá, só que não tem como. Daqui até Lima são pelo menos nove horas de ônibus”, explica.

A advogada é moradora da Ponte São João e toda a família está empenhada para o seu retorno, bem como dos demais turistas que estão presos em Cusco. “É de suma importância noticiar os fatos que acontecem aqui para que haja um plano de ação e pressionar o governo a agir. Como brasileiros, nós sabemos que o governo não age enquanto a imagem política não é atingida”, finaliza Ana Letícia.

 


Leia mais sobre
Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/advogada-jundiaiesnse-esta-em-exilio-forcado-em-cusco-peru/
Desenvolvido por CIJUN