Jundiaí

Agências negociam datas e reembolsos para seus clientes

LUIZ JACINTO E FAMÍLIA - VIAGEM DISNEY CANCELADA
Crédito: Reprodução/Internet
Para não perder clientes e contratos, as agências de turismo tiveram que se adaptar durante o isolamento social. Contratos foram reagendados e viagens remarcadas: alguns até com preços mais baixos. A empresária do segmento de turismo, Rosa Maria Massoti, de 71 anos, é especialista em formar grupos de turismo para o exterior. Ela avalia a situação geral como trágica, porém tem esperança que a retomada comece gradualmente. “Toda a cadeia de turismo foi afetada. Agências, companhias aéreas, hotéis, entre outros setores, mas como sou otimista de nascença acredito na recuperação”, diz Rosa. Devido a pandemia, Rosa teve que adaptar sua agenda e fazer mudanças no calendário. O processo, segundo ela, seguiu as regras que foram orientadas com base nas medidas provisórias 936 e 938 (MP) do governo federal. “Estamos seguindo três regras para efetuar este processo conforme entendimento das MPs. A primeira, o reagendamento para 2021 observando até 12 meses da data que seria o retorno do passageiro. A segunda disponibilizando o crédito para uma viagem de reagendamento futuro e a terceira o cancelamento e pedido de reembolso este pode ser realizado em até 12 parcelas.” Ela reforça de que os direitos das agências e operadoras estão assegurados, pois o trabalho para a preparação do pacote foi efetuado pelos profissionais. “Todo o processo de intermediação para a viagem foi realizado e mesmo no caso de alteração de datas ou até cancelamentos, é feito um novo trabalho e isto demanda tempo da equipe e custo”, finaliza. O administrador Luiz Jacinto, de 41 anos, precisou reagendar a viagem que aconteceria de 7 a 21 de julho. O destino Orlando, nos Estados Unidos, ficou para 2021. “Negociei com a agência e estou pagando a viagem. O hotel foi cancelado e teve reembolso. Os ingressos para os parques da Disney, provavelmente vou ter de pagar uma diferença de tarifa no período que for viajar. Na parte área, o voo foi cancelado e inicialmente oferecido um voucher.” Ele salienta que como quer a passagem para julho de 2021, observou que os valores projetados para o próximo ano estão maiores e o voucher não vai cobrir. “Estou negociando para a data ficar em aberto”, finaliza. O professor de religião, Marcos Donizete Correia, de 37 anos, recebeu o reembolso de uma viagem que faria agora em julho para Holanda, Inglaterra e França. “Era uma viagem de 30 dias pela Europa e ia pegar as férias escolares. Ela estava programada para julho e foi cancelado um trecho. Eu ligava todo dia e como a empresa era digital, sem loja física, e eu tinha feito seguro e ele não cobre pandemias. A liberação aconteceu quando a companhia aérea me ressarciu.” PROCON O Procon orienta que neste momento a melhor forma é a negociação entre consumidores e fornecedores. O órgão diz que os contratos devem ser adiados para um momento no qual possam ser usufruídos pelo consumidor, em até 12 meses após a pandemia. Não sendo possível a utilização em período posterior, deverá ser solicitado o cancelamento do contrato com isenção de multa rescisória, e ainda a devolução dos valores pagos, o que poderá ocorrer após ser vencida a pandemia do coronavírus.     Setor deve crescer gradualmente A consultora em turismo Tânia Brasil Muzaiel acredita que no fim de maio o setor comece a apresentar timidamente a retomada. Ela explica que o turismo local vai ser o primeiro a ser explorado pelas pessoas que têm a cultura da viagem. “A procura deve começar pelas viagens nacionais e depois internacionais. Um exemplo é Gramado, no Rio Grande do Sul, conhecido pelo Natal das luzes, em uma região que não se tem registro de covid-19 e eu indico este roteiro. É claro que se o passageiro querer ir para Fortaleza, eu não vou aconselhar devido a situação do coronavírus naquele estado. Como consultora de turismo tenho que orientar pela segurança do passageiro”, comentou. Tânia destaca que a retomada desponta no final de maio e início de junho, com uma melhora acentuada para julho, abrindo o turismo no segundo semestre. “Há companhias aéreas que estão anunciando o retorno. A oferta de periodicidade de voo provavelmente será reduzida e ampliados gradualmente. Os procedimentos de cuidados com a higienização acentuados”, disse. Apesar do isolamento, Tânia brinca que está trabalhando mais do que antes da pandemia. E isso é por causa também do público que acaba adquirindo viagens por sites ou lojas virtuais. “Essas empresas não dão assessoria e neste momento informação é importante”, diz

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