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Aglomerado Urbano soma 39 casos de sarampo e falta vacina

THIAGO AVALLONE | 21/09/2019 | 05:00

De acordo com a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), por meio da Vigilância Epidemiológica (VE) de Jundiaí, foram notificados 194 casos de sarampo, sendo 31 descartados e 34 positivos. A procura pelas doses de vacina Tríplice, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, cresceu 638% em relação à média de doses oferecidas em meses anteriores.

O dado divulgado pela Vigilância Epidemiológica, registra oferta de 11.081 doses de vacina somente em agosto. A média anterior era de 1,5 mil doses no mês. Ao todo, até agosto, foram aplicadas 24 mil doses.

Devido à procura e reduzida disponibilidade das doses pela Secretaria de Estado da Saúde, poderá haver falta nos equipamentos de Atenção Básica. A oferta é restabelecida conforme a recepção de novos lotes da dose Tríplice Viral.

Em Campo Limpo Paulista foram registrados quatro casos, Itupeva um, Várzea Paulista não teve nenhum, todos com ações de bloqueio realizadas. As outras cidade do Aglomerado Urbano de Jundiaí – Cabreúva, Louveira e Jarinu – não se pronunciaram.

 

Dengue
As altas temperaturas e as chuvas que chegam nessa época do ano, agradam muita gente. Mas esta condição pode ser a combinação perfeita para o surgimento de criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, do zika e da chikungunya.

Em Jundiaí, até 13 de setembro foram registradas 6.342 notificações de dengue, 2.874 casos confirmados com um óbito registrado.

O recordista entre os bairros da cidade é o São Camilo, com 575 casos confirmados.

De acordo com especialistas, a presença de córrego e rios faz com que as regiões tenham maior probabilidade de criadouros do mosquito, caso do Vianelo, que está entre os 15 bairros com mais casos, com 55.

Luciano Noryego, de 34 anos, morador e comerciante do bairro, se diz muito preocupado com a situação.
Segundo ele, no fim de tarde é praticamente impossível ficar na região sem ser picado por um mosquito. Quem costuma andar nas proximidades do rio Guapeva, que passa em frente ao Mercadão Vila Arens, sofre.

“Com esse calor e essas chuvas, chega a ser difícil andar perto do rio, praticamente impossível atravessar qualquer uma das passarelas que passam por cima sem ser picado”, explica.

A prefeitura diz que realizou mais de 60 mil visitas ‘casa a casa’ entre janeiro e agosto.

A meta é intensificar a conscientização da população e eliminar os possíveis criadouros antes da chegada do período de chuvas.

Nos dias 3 e 4 de outubro, a Unidade de Vigilância de Zoonoses com apoio de soldados do 12º Grupo de Artilharia de Campanha (12º GAC) Barão de Jundiahy faza mais uma edição do “Xô Dengue”, atividade de sensibilização e mobilização da sociedade para a guerra contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses dengue, zika, chikungunya e febre amarela

“Não tivemos um inverno característico e isso facilita a proliferação dos mosquitos transmissores das arboviroses se esses encontrarem criadouros para os ovos. Agora é momento certo para a eliminação de qualquer objeto que possa acumular água e que esteja no quintal ou no interior da casa. Ao longo deste ano, com mais de 60 mil visitas em casas, ficou caracterizado que o prato de vaso ainda é o principal foco de Aedes aegypti nas residências habitadas”, declarou a biomédica da UVZ, Ana Lúcia de Castro.

Nas cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí, os números de dengue também aumentaram. Em Campo Limpo Paulista foram confirmados 100 casos, Itupeva 21, Várzea Paulista não teve nenhum caso. Cabreúva, Louveira e Jarinu não se pronunciaram sobre o assunto.

 


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