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Agricultores mantêm safra, mas temem estiagem

| 13/05/2014 | 08:15
A estiagem enfrentada desde o início do ano por conta da falta de chuvas ainda não causou problemas para produtores rurais de Jundiaí. Mesmo mantendo a produção de uva, caqui e goiaba em dia – frutos comuns na Região -, os agricultores alertam para os problemas que a cidade pode enfrentar nos próximos anos, caso a falta de chuvas se torne algo corriqueiro.

“Até agora os produtores não sentiram o impacto, pois muitas técnicas são adotadas para o aproveitamento da água, como a compensação. Porém, se enfrentarmos uma seca como a deste ano por mais um ou dois anos, começaremos a ter graves problemas na agricultura e na cidade como um todo”, afirma José Jacó Carbonari, presidente da Associação Agrícola de Jundiaí.

Mesmo o município se mantendo livre de problemas gerados pela falta de chuva, Carbonari aponta que colegas de outras regiões já sofrem com a escassez. “No sul de Minas Gerais os agricultores estão produzindo menos morango, e com qualidade inferior inclusive, pois dependem de muita água.”
Estratégia – Tradicional produtor de diversos frutos em Jundiaí, Antônio Roberto Loschi utilizou a técnica da cobertura morta de solo para manter sua produção em dia. Jogando elementos orgânicos no solo, ele garantiu que as águas das poucas chuvas permanecessem mais tempo em sua lavoura. “Mas isso não é suficiente. Antes de ser produtor para a cidade, sou produtor de solo”, revela.

Loschi acredita que a solução para uma possível falta de água na cidade está no desenvolvimento de uma efetiva política agrícola municipal. “Há muitos anos batalho por isso, pois não podemos mais manter o modelo extrativista e falido de armazenamento de água que temos hoje, como é a tradicional represa.” Conforme explica o produtor, cada vez mais os agricultores devem se preparar com técnicas e tecnologia para a utilização de água consciente no futuro. “Tenho conhecidos que já se prejudicaram por não se adequar ao que pede o cultivo.”
Represa – Por nota, a DAE informa que a represa de abastecimento de Jundiaí opera em 70% de sua capacidade – o equivalente a 8.3 bilhões de litros de água -, o que é normal para o período. Ao contrário do que acontece em São Paulo, onde a represa Cantareira atingiu 8,9% de sua capacidade no domingo (11), o volume atual de água em Jundiaí se mantém e apresenta ligeiro crescimento, devido às temperaturas mais amenas e à colaboração da população, esclarece a nota.

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