Jundiaí

Alergias respiratórias requerem atenção redobrada


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Crédito: Reprodução/Internet
Com a chegada do clima seco do outono e o início da queda de temperaturas, os alérgicos e principalmente pessoas com asma e bronquite, precisam redobrar a atenção. O cuidado acentuado também é importante com a pandemia do coronavírus (covid-19) por atacar o sistema respiratório dos pacientes infectados. Além da atenção redobrada com a limpeza da casa, a imunização contra influenza é de suma importância para os pacientes com asma. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 400 milhões de pessoas sofrem com rinite alérgica em todo o mundo. A pediatra e diretora clínica do Hospital Universitário de Jundiaí (HU), Ana Paula Felgueiras, pontua que neste período as pessoas precisam ficar atentas ao excesso de poeira. “Com essa alteração climática há muita poeira. A dispersão dela é rápida e acumula muito dentro de casa. A orientação é geral para o paciente alérgico, principalmente na questão da diminuição do acúmulo de poeira em cômodos onde ele passa a maior parte do tempo”, comenta. A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) divulgou alerta para que a população não confunda as alergias típicas do outono com sintomas provocados pelo coronavírus. Nota da entidade assinala: “alergia não provoca febre!”. De acordo com o documento o ar tende a ficar mais seco e as pessoas podem sentir obstrução nasal, coceiras no nariz, ouvido e garganta, ter mais tosse, espirros, coriza e até falta de ar. A associação lembra que rinite e asma “são as doenças mais comuns nessa época do ano” por causa do ar seco e frio que pode irritar as vias respiratórias. Para quem sofre com as alterações climáticas, esta época do ano é a mais prejudicial. A aposentada Maria Apparecida Zequin Romero, de 69 anos, segue a risca as recomendações dos especialistas. Desde os 15 anos ela faz acompanhamento para asma e por fazer parte do grupo de risco suscetível ao coronavírus, ela não descuida do isolamento e também da limpeza da casa. “Eu moro sozinha e somente minha filha, que faz as compras pra mim, tem acesso à residência. Tomo todo cuidado com a casa passando pano, às vezes com água sanitária ou até mesmo com álcool. Faço uso da ‘bombinha’ e não posso ter gripe, pois ataca a asma. No ano passado tive broncopneumonia e me deram a vacina contra pneumonia”, diz. A estudante Ana Carolina Galdino Medina, de 18 anos, convive com asma induzida por exercícios e mantém a rotina de cuidados tanto com a doença crônica, quanto com a pandemia. “Eu tenho asma induzida por exercício, então a minha é bem tranquila. Só tenho sintomas quando estou praticando algum exercício. Estou tomando os mesmos cuidados que todos. Lavando as mãos várias vezes durante o dia, me policio para não levar as mãos ao rosto, sempre higienizando as coisas que tenho mais contato e principalmente não saindo de casa. Tenho levado a vida normalmente”, comenta a estudante. ORIENTAÇÕES Os tratamentos contra as alergias devem ser orientados por especialistas que poderão prescrever medicamentos como anti-histamínicos com ou sem descongestionantes, broncodilatadores e corticoides. É desaconselhada a automedicação. A pediatra do HU, Ana Paula Felgueiras, dá algumas dicas para deixar o ambiente limpo e assim evitar as crises. “Manter o ambiente limpo é importante em qualquer situação e, quando se trata de alergias, isto se torna quase que um remédio. Janelas devem ser abertas diariamente para arejar os ambientes. Importante manter o tratamento de manutenção, com o uso da medicação usual para evitar as crises agudas de asma e atenção nas orientações, de modo geral, para evitar a progressão da pandemia do coronavírus”.

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