Jundiaí

Alta no dólar aquece a economia na região


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Crédito: Reprodução/Internet
O dólar atingiu uma nova máxima em 2019. Ontem (2), a moeda americana fechou cotada a R$ 4,1840, alta de 0,98%, maior patamar desde 13 de setembro de 2018, antes das eleições presidenciais. Além disso, atingiu uma valorização de 8,50% no mês de agosto, maior nível de encerramento mensal desde setembro de 2015. De acordo com o diretor de comércio do exterior do Ciesp Jundiaí, Marcio Ribeiro, a alta do dólar não é de todo mal, pois valorizará os produtores locais e também gera oportunidades para os exportadores brasileiros. “Do ponto de vista da economia, hoje temos oportunidades aos exportadores brasileiros que têm os seus produtos mais baratos no exterior. Eles podem subir um pouco os preços para lucrar ainda mais ou até podem baixar os preços para ganhar em quantidade de venda”, explica o diretor. Gestor da Unidade de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí, Messias Mercadante explica como a alta na moeda americana pode beneficiar a região. “Devido ao aumento do dólar, o empresário brasileiro que exporta pagará o mesmo valor da moeda americana. Já o estrangeiro que importa, pagará o valor elevado em reais. Isso estimula o mercado interno, pois devido ao aumento no preço de importação o brasileiro deve procurar soluções mais baratas em território nacional”, afirma o gestor. De acordo com os especialistas, a briga entre China e Estados Unidos, decorrente da disputa comercial, e a moratória da Argentina são os principais motivos para o alto valor da moeda norte-americana. “Esse movimento já era esperado. Temos alguns fenômenos que causam esse reajuste na cotação. Um deles é a expectativa eleitoral na argentina, que passa por uma crise séria. Temos também tropeços políticos do governo do Brasil. Outro fator que determina a cotação, hoje, são as desavenças comerciais entre os Estados Unidos e a China. Devido a todo esse cenário, imaginamos que é uma condição bastante longe de ser resolvida”, explica Márcio Ribeiro. Para as pessoas que pretendem viajar, os especialistas destacam que a melhor solução é ir comprando dólar aos poucos, para assim evitar as grandes movimentações de uma única vez. Foi o que o aluno de engenharia física, Pedro Henrique, fez. O jovem havia marcado sua viagem para o Peru no ano passado e foi comprando dólares aos poucos para evitar esse tipo de problema. “Ja tinha conversado com meus pais, combinamos de ir comprando de 100 em 100 reais nos últimos 10 meses”, afirma. "As pessoas devem evitar grandes viagens ao exterior nesse momento, pois a conta pode ficar um pouco pesada", ressalta Messias.

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