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Amor e carinho em um prato de comida

COLABORAÇÃO DE GRAZIELLY COELHO | 12/06/2019 | 05:02

No frio, a vida é ainda mais complicada para os moradores de rua. A noite cai, a fome aperta e o vento machuca. A boa notícia, se for terça-feira, é a probabilidade de ouvir alguém dizendo: “Você quer uma sopa?”

Há três anos, a ex-profissional de logística, Giselly Santos, 25 anos, e seu marido Paulo Santos, 32, idealizaram o projeto “Ajudando Vidas”. Com a ajuda de alguns voluntários, o grupo distribui todas as terças-feiras, na Praça da Matriz, Centro de Jundiaí, cerca de 150 marmitas para os moradores de rua da região.

Movida pela fé e pelo sentimento de poder fazer mais pelo próximo, Giselly conta que não é apenas sopas e refeições que são entregues aos moradores, mas também carinho, amor e atenção. “Iniciamos o projeto levando 36 refeições e hoje, com 3 anos de projeto e graças a Deus, conseguimos levar entre 150 e 200 refeição com a ajuda de doações”, explica Giselly.

O projeto aceita diversos tipos de doação, desde móveis e materiais escolares até roupas e mantimentos, com a intenção de prestar apoio e compaixão para as pessoas em situação de desfavorecimento.

A cada quinzena, os jovens do projeto “Mãos que Ajudam” da Paróquia São José Operário de Jundiaí, entregam aproximadamente 120 marmitas com arroz, feijão, carne e legumes, além de suco e café, para os moradores de rua da cidade.

Delsione Borges, uma das voluntárias do projeto, e responsável pela preparação dos alimentos, conta que o grupo já conseguiu ajudar diversas pessoas. “O projeto existe há mais de um ano e nossa distribuição é sempre na praça da matriz. Hoje estamos com mais ou menos uns 25 membros. Além disso, todas as pessoas que desejam sair da rua nós levamos para a casa de missão Santa Luzia, em Campo Limpo”, revela.

Também motivado pela solidariedade, José Comitre, de 72 anos, e sua esposa Aparecida Nicolau, fazem o mesmo trabalho há mais de 15 anos. O casal levanta às 5 horas todos os domingos para preparar em torno de 300 marmitas para os moradores de rua que ficam próximo ao viaduto Sperandio Peliciari, em Jundiaí. De acordo com seu Zé, catador de materiais recicláveis, o sentimento que têm ao ajudar o próximo é muito forte e inexplicável.


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