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Apesar de tempo seco qualidade do ar é boa

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 11/06/2019 | 05:00

A chegada do ar frio e seco, por si só, pode comprometer a saúde com as chamadas doenças de inverno. Mas a situação se agrava quando soma-se a isso a elevação dos poluentes, fenômeno comum nesses dias de inverno. O tempo seco afeta diretamente na qualidade do ar, pois quando não há chuva, as partículas de poluição, que são minúsculas, acabam sendo inaladas pela população.

Apesar das baixas temperaturas e da falta e chuva em Jundiaí, a qualidade do ar na cidade está boa. De acordo com a gerente da divisão da qualidade do ar de São Paulo, Maria Lúcia Guardani, Jundiaí apresenta um bom índice de qualidade do ar. “Observamos que a cidade vem tendo um histórico muito bom. Em uma faixa que vai de “Boa” a “Péssima”, a cidade está em “Boa”. Chuva e vento também interferem na qualidade, mas isso, está fora de nosso controle”, afirma.

O nível da poluição do ar é medido pela quantificação das principais substâncias poluentes presentes neste ar, como partículas inaláveis (MP10), partículas inaláveis finas (MP2,5), fumaça (FMC), ozônio (O3), monóxido de carbono (CO), dióxido de nitrogênio (NO2) e dióxido de enxofre (SO2)

Em Jundiaí, a central de monitoramento da qualidade do ar fica localizado no Complexo Esportivo Bolão. No local, aparelhos registram o tempo todo como está a emissão de poluentes. As informações vão diretamente para a rede, em São Paulo.

Para os próximos 15 dias, não há previsão de chuva em Jundiaí. O clima volta a esquentar durante esta semana na cidade. De acordo com o Climatempo, a máxima na semana será de 27°C e a mínima 12°C.

Efeitos à saúde
A qualidade do ar de uma cidade afeta diretamente na saúde da população. Quanto pior a qualidade, mais problemas pode causar.

De acordo com Maria Lúcia, é importante que as pessoas saibam que podem ajudar a melhorar os índices de qualidade do ar. “Com pequenas atitudes como deixar o carro na garagem e usar um transporte público ou até mesmo se deslocar a pé ou de bicicleta conseguimos diminuir a emissão de poluentes e consequentemente melhorar a qualidade do ar. Além disso, auxilia a melhorar a saúde pública”, explica.

Confira abaixo os problemas relacionados às faixas de medição.
Boa – Não ocorre nenhum problema
Moderada – Pessoas de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas) podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço. A população, em geral, não é afetada.
Ruim – Toda a população pode apresentar sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta. Pessoas de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas) podem apresentar efeitos mais sérios na saúde.
Muito Ruim – Toda a população pode apresentar agravamento dos sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta e ainda falta de ar e respiração ofegante. Efeitos ainda mais graves à saúde de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas).
Péssima – Toda a população pode apresentar sérios riscos de manifestações de doenças respiratórias e cardiovasculares. Aumento de mortes prematuras em pessoas de grupos sensíveis.

A população pode conferir diariamente a qualidade do ar de todos os municípios de São Paulo pelo site www.cetesb.sp.gov.br

Em Jundiaí, a central de monitoramento da qualidade do ar fica no Complexo Esportivo Bolão. As informações vão direto para a rede, em São Paulo


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