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Após anel viário, atropelamentos e acidentes se tornam frequentes em Jundiaí

VINICIUS SCARTON | 03/10/2018 | 06:00

As alterações no trânsito na marginal da Anhanguera na altura da Vila Nova Jundiainópolis, depois da abertura do novo anel viário que dá acesso à avenida Nove de Julho, estão preocupando moradores do bairro e estudantes da UniAnchieta. Na semana passada, o pior aconteceu: uma aluna da universidade foi atropelada na avenida Odila Azalin (embaixo da passarela), por volta das 19h, ao atravessar para entrar no câmpus.

Este ano, segundo estatísticas do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito (Infosiga), Jundiaí registrou, de janeiro a agosto, 44 mortes em decorrência de acidentes de trânsito, sendo 45% em vias municipais. Desse total, nove vítimas fatais eram pedestres. No ano passado inteiro, foram 96 mortes, sendo 23 por atropelamento.

Segundo a Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte, da Prefeitura de Jundiaí, as vias que registraram maior número de acidentes no primeiro semestre deste ano foram as avenidas União dos Ferroviários, Antônio Frederico Ozanam e Nove de Julho. “Cabe ressaltar que essas vias estão contempladas no “Movimento Paulista de Segurança Viária”, programa que fará investimentos visando a redução de acidentes por meio de intervenções de sinalização e educação no trânsito, entre outras ações”, informa.

Trecho perigoso
Após as denúncias dos estudantes, a reportagem do Jornal de Jundiaí esteve na Vila Jundiainópolis e ouviu diversos relatos sobre acidentes ocorridos recentemente, após as mudanças viárias. O aposentado Wilson Testa, de 70 anos, lamenta que, apesar de a avenida Odila Azalin ter placas explícitas sobre a velocidade permitida, de 40 km/h, muitos motoristas ultrapassam o limite permitido. “É um trecho bastante movimentado. Tem a faculdade, o condomínio”, alerta.

O contador Ricardo Mazzei, de 25 anos, também reclama da imprudência de motoristas no trecho. “A gente nota diariamente esse tipo de postura imprudente, principalmente quando os condutores saem da rodovia (Anhanguera) para acessar o bairro. Além disso, muitos pedestres optam por atravessar a rodovia, sem utilizar a passarela, pulando o alambrado, colocando a vida em risco”, destaca.

A estudante Daniele Rocha, de 22 anos, salienta que há grande quantidade de veículos circulando na região e os pedestres acabam disputando espaço no trânsito, apesar da sinalização. “A atenção precisa estar redobrada nos horários de entrada e saída da universidade”, diz.

Sobre o atropelamento, a assessoria de imprensa da concessionária CCR AutoBan, que administra o Sistema Anhanguera-Bandeirantes, afirma que prestou auxílio à ocorrência, mas salienta que o trecho onde ocorreu o acidente pertence ao viário municipal e é de responsabilidade da prefeitura. Em nota, a Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte informa que não tem registro do acidente mencionado em seu sistema de controle operacional e que os agentes não foram acionados para comparecer ao local. “Tal cenário dificulta a análise das possíveis causas do acidente”, explica.

A prefeitura confirma que as ruas Alberto Langue/Odila Azalin (vias do sentido bairro-Centro) são de responsabilidade municipal e afirma que a sinalização existente naquele ponto foi implantada de comum acordo com a concessionária, após análise e aprovação dos mesmos decorrentes da implantação do Complexo Viário (nova ligação da avenida Nove de Julho).

Foto: RUi Carlos

Foto: RUi Carlos


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