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Após chuva, Defesa Civil intensifica monitoramento de área críticas da cidade

DA REDAÇÃO - redacao@jj.com.br | 21/03/2018 | 14:09

Desde a noite de terça-feira (20), as equipes da Defesa Civil de Jundiaí intensificam o monitoramento nas áreas críticas da cidade com o objetivo de identificar possíveis sinais de riscos no ambiente, ocasionados pelo volume de chuva acumulado. A precipitação, durante três horas, resultou no acúmulo de 100mm, o equivalente a um terço de toda a chuva registrada no mês de março (330mm), e o mesmo que a média histórica dos últimos 10 anos (112mm). O município permanece em estado de atenção (monitoramento das áreas de risco com checagens nos locais para identificar sinais de possíveis riscos intensificados).

Na manhã de hoje (21), as equipes da Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS) procedem com distribuição de produtos de limpeza para as 100 famílias do Jardim Tulipas e 80 famílias do Sorocabana que tiveram as residências atingidas pela água. Já as equipes da Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP) realizam a limpeza das galerias e ruas, com hidrojateamento.

Avenida Bertioga, em Várzea Paulista (Foto: Motoboy Xororó)

Avenida Bertioga, em Várzea Paulista (Foto: Motoboy Xororó)

Pontualmente, as ocorrências de alagamentos foram causadas pela calha do rio Jundiaí não suportar o volume de água. Desde o ano passado foi registrada solicitação para autorização de dragagem do leito do rio Jundiaí junto ao DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), em trecho de 4 km entre o Jardim Tulipas e o bairro do Novo Horizonte, com o objetivo de ampliar a capacidade de recepção de água. A partir da autorização, será feita contratação de empresa especializada no serviço. A última dragagem foi realizada em 2007. Desde então, foram registrada ocorrências nos dois bairros apenas em 2016 e na noite de terça-feira, por conta do grande volume de chuva em curto espaço de tempo.

Ainda no bairro Jardim das Tulipas, desde o ano passado, está em andamento obras nas galerias e em bocas de lobo. Ao todo já foram realizadas 1,5 km de galerias e 72 bocas de lobo. Essas medidas auxiliaram na redução do impacto das chuvas no bairro. Contudo, com o assoreamento da calha do rio, o escoamento foi prejudicado.

A queda de aproximadamente 20 metros de muro da EMEB Joaquim Candelário de Freitas, na Vila Hortolândia, está em processo de limpeza por parte da UGISP. O entulho é removido e o terreno aguarda a secagem antes de o início do reparo.

Ocorrências
Foram registradas quedas de seis árvores (Jardim Samambaia, Horto Florestal, Bairro Fernandes, Rodovia Geraldo Dias e Distrito Industrial), além de alagamentos de vias. De acordo com a Defesa Civil, outros pontos de alagamentos foram registrados no Vianelo, Eloy Chaves e Fazenda Grande. As equipes permanecem nas ruas em atendimento. Em caso de emergência, a Defesa Civil deve ser acionada pelo 199.


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