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Após crise, clubes investem para se reerguer e reconquistar sócios

MARIANA CHECONI | 04/08/2019 | 07:00

Antigamente era comum as famílias se associarem a clubes que ofereciam diversão para todas as idades, com piscinas, atividades esportivas, campos, quadras e até mesmo os conhecidos bailes de finais de semana. Entretanto, esse costume foi ficando para trás com o surgimento de condomínios e prédios com todos esses benefícios inclusos na mensalidade, o que fez com que as pessoas não precisem sair de casa para ter lazer.

Isso fez com que muitos clubes associativos entrassem em crise e perdessem grande número de associados. Tanto que alguns deles, bastante tradicionais, fecharam as portas.

Em Jundiaí, porém, esse cenário está mudando. Na cidade existem atualmente sete grandes clubes’ – Grêmio C.P., Clube Jundiaiense, Uirapuru, Esportiva, São João, Nacional e Caxambu – e, apesar do atual momento, a maioria encontrou uma saída para se manter.

O Clube São João é exemplo disso. Atuando desde 1919, projetou jogadores para o profissionalismo, entre eles Romeu Pelliciari, que disputou a Copa do mundo de 1938 pela Seleção Brasileira.
Segundo a presidente, Selma Garcia, para garantir que o clube sobreviva, eles estão investindo em parcerias e novos esportes.

“Estamos reformulando nosso departamento de esportes e incluindo novas modalidades. Hoje oferecemos futebol soçaite e salão, caratê, jiu-jitsu, tênis, ginástica masculina e feminina. Além de jazz, zumba, ritmos e yoga. No verão ainda temos hidroginástica e natação. A ideia é implantar futebol feminino, pilates e escolinhas de basquete e vôlei. Tudo isso para que os associados possam aproveitar ainda mais as dependências do clube”, afirma.

Outro que passou por momento difícil e hoje, com nova diretoria, vem se reerguendo é a Esportiva. De acordo com o presidente, Wagner Capretz, apesar do número reduzido de sócios, o clube vem conseguindo se manter mesmo após a venda da sede central, na rua XV de Novembro, no Centro.

“A Esportiva tinha duas sedes. A central e o clube de campo, na estrada de Itatiba. Com a crise, vendemos a sede central para quitar as dívidas. Hoje, a situação é estável. Muitas pessoas acham que o clube fechou de vez, mas permanecemos com o clube de campo, com cerca de 140 mil metros, piscina, campo de futebol, uma grande área verde, além de ótima localização”, afirma.

Capretz conta que o que mantém os associados é a paixão pelo futebol. “Aqui na Esportiva temos três grandes grupos de pessoas que se reúnem de sábado à tarde, domingo de manhã e terça-feira à noite. São esses grupos que ajudam a manter o clube vivo”, explica.

Além disso, ainda oferece aluguel para terceiros, como, por exemplo, grupos de escoteiros. O presidente ressalta que o clube está aberto para novos associados. “Estamos admitindo associados sem nenhuma taxa”, afirma.

15 mil sócios
Referência na cidade, o Clube Jundiaiense, que completou 75 anos, continua oferecendo muita diversão aos sócios.

De acordo com o presidente Paulo de Tarso Lopes, o local segue em movimento constante, acompanhando a evolução da cidade. “Atualmente temos cerca de 15 mil associados e uma movimentação diária de aproximadamente 1,2 mil pessoas. Acreditamos que o diferencial é a união das forças em prol das necessidades dos associados. Investimos constantemente na atratividade e infraestrutura, para ofereceremos as melhores práticas socioculturais, de lazer e de esporte de acordo com a faixa etária”, afirma.

Reconstrução
O maior exemplo de “volta por cima” é o Clube Caxambu. Fechado por quatro anos, reabriu as portas em maio do ano passado completamente revitalizado.

Segundo o presidente, Valdecir Ferreira Rosa, o clube está buscando constante melhoria. “Não queremos que o clube volte a fechar. Estamos em constante operação e investindo na reforma do local para captar novos associados e garantir que as famílias apostem no clube para o lazer do fim de semana, passando horas agradáveis. Além de todos os benefícios internos, como piscina com tobogã, academia, campo de futebol e pesqueiro, ainda estamos investindo em um projeto de incentivo ao esporte para crianças da escola pública”, revela.

Procurados, os clubes Uirapuru, Grêmio C.P. e Nacional não se manifestaram até o fechamento da edição.


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