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Após reforma trabalhista, sindicatos se mantêm com associados e buscam adequação

GUSTAVO AMORIM | 08/06/2018 | 05:22

Quase sete meses depois da promulgação da reforma trabalhista, que acabou com a obrigatoriedade do pagamento do imposto sindical, alguns sindicatos de Jundiaí estão conseguindo se manter por conta do quadro fixo de associados. É o caso dos sindicatos dos Metalúrgicos e dos Bancários. Em ambos houve diminuição na arrecadação, mas nada significativo a ponto de atrapalhar a atividade dos órgãos. A situação vai na contramão do que aponta uma pesquisa publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego que afirma que algumas entidades tiveram quedas de até 88% na verba. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Eliseu Silva Costa, a entidade não sofreu nenhum corte de serviços após a nova legislação entrar em vigor.

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Entretanto, ele pondera que o momento é de buscar alternativas. “Temos que nos adequar à realidade. É um momento mais difícil, mas que certamente os sindicatos mais atuantes, de luta mesmo, vão conseguir passar. O trabalhador precisa do sindicato e o sindicato precisa do trabalhador. Nós continuamos de porta em porta nas fábricas”, diz. Douglas Yamagata, presidente do Sindicato dos Bancários, aponta que a entidade teve também queda de arrecadação, e que agora é preciso avaliar quais gastos e investimentos são necessários e como devem ser feitos. “A gente se mantém porque cerca de 70% da nossa categoria é associado. Mas é claro que essa não obrigatoriedade interfere na vida financeira da entidade”, admite. Ao contrário do Metalúrgicos, o presidente dos Bancários afirma que precisou reduzir algumas atividades na entidade: “Essa queda atrapalha de uma forma geral. Tudo teve de ser reduzido. Mas não interfere de forma grave. Continuamos fazendo atividades que achamos importantes, publicando materiais, o que precisamos ter é mais cautela”. Por outro lado, no Sindicato dos Plásticos de Jundiaí e Região a situação é inversa. De acordo com o presidente, João Henrique dos Santos, 70% dos funcionários foram demitidos. Além disso, serviços prestados aos servidores, como advogados à disposição e consultório odontológico, precisaram ser desativados. “Nossa arrecadação caiu 80%. Agora estamos tendo que nos reinventar para conseguir manter a entidade.”

REUNIAO FUNCIONARIOS DA SIFCO COM O SINDICATO DOS METALURGICOS ELISEU SILVA COSTA PRESIDENTE DO SINDICATO DOS METALURGICOS


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