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Aposentados de Jundiaí são assediados por financeiras

ISABELA CRISTÓFARO | 01/03/2019 | 05:01

Em Jundiaí, uma das maiores reclamações que chegam ao Procon estão relacionadas à venda de créditos consignados, ou seja, de empréstimos cujas prestações são debitadas do salário de aposentados. Eles recebem constantes ligações de bancos e financeiras oferecendo benefícios. A abordagem utilizada dos vendedores, muitas vezes, confunde ou faz com que o consumidores se sintam assediados com esse tipo de comportamento.
Maria Eduarda Silva, 49, aposentada, chegou a receber cinco ligações em um único dia que oferecem esse tipo de serviço. Segundo ela, em todas as ligações o assunto era o mesmo: os vendedores dizem que existe um valor disponível para o cliente. “Mas nunca falam que é empréstimo e que há juros”, diz.
De acordo com o Procon Jundiaí, ao vender esse tipo de serviço, as empresas devem ser claras ao repassar as informações para o consumidor, pois essa conduta é considerada um direito básico. “Tudo deve estar esclarecido: o valor total do contrato, dos juros e também das parcelas. O contratante deve ter o direito de escolha e de ter as informações sobre o serviço”, destaca a chefe do Procon Gabriela Glinternik.
O órgão também orienta quanto aos cuidados que os consumidores aposentados devem ter para não serem prejudicados. “A primeira orientação é não acreditar em telefonemas relâmpagos. Toda contratação deve ser feita com calma, respeitando o direito do consumidor escolher o tipo de serviço que ele quer”, pontua a chefe do órgão.
Outro ponto que necessita cuidado diz respeito ao processo de contratação, uma vez que muitas ofertas de empréstimos são realizadas sem formalidades. “Há casos em que os vendedores solicitam aos consumidores fazerem depósitos para pessoas físicas”, alerta.
Caso o consumidor se sinta ou, for, prejudicado com a falta de informação na hora da contratação ou pelo comportamento das instituições financeiras, deverá procurar o Procon para que haja um registro e a adoção de medidas necessárias. “Quando houver venda mal informada, verificamos o que faltou na informação e pedimos que a empresa regularize a situação, seja por meio do cancelamento do contrato ou a devolução do valor”, informa Gabriela.

Novas regras
A prática de ofertar serviços em nome de instituições bancárias onde os consumidores não têm cadastro é considerada ilegal. No final do ano passado, o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) determinou, pela instrução normativa nº 100, que os bancos conveniados só deverão procurar os recém aposentados após 180 dias da concessão do benefícios. Caso a regra que entra em vigor em março deste ano não seja respeitada, a instituição financeira pode ser suspensa e tenha o convênio com o INSS cancelado.

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