Jundiaí

Aprovada troca de terrenos entre a DAE e a prefeitura


A Câmara de Jundiaí votou na sessão de ontem (20) pela aprovação do projeto de lei do prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) que prevê a troca de propriedades entre a DAE S/A e a prefeitura municipal. A sociedade de economia mista ficará com o terreno localizado no prolongamento das avenidas Alexandre Ludke e Navarro de Andrade, no bairro da Vila Hortolândia, enquanto a prefeitura receberá uma área situada na avenida 14 de dezembro. O espaço da avenida 14 de dezembro será usado para a construção da nova sede da Guarda Municipal, juntamente com o SAMU, Defesa Civil e Cicom (Centro Integrado de Comunicação e Monitoramento). Já para a área localizada na Vila Hortolândia, cedida à DAE S/A, será realizado o projeto de um depósito, integrado às outras instalações da empresa e com a possibilidade de se aumentar seu campo, na Vila Rami. Segundo Eduardo Palhares, presidente da DAE, a troca será igualitária, uma vez que o valor dos dois terrenos se equivalem. "Foi feito um trabalho minucioso de perícia e a conclusão foi a de que a metragem e valor das áreas envolvidas são equivalentes, então a lei não será vantajosa ou prejudicial a nenhum dos lados." Tribuna Livre Durante a Tribuna Livre, a presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Jundiaí (CMDCA), Alda Maria Carrara, fez o uso da palavra para protestar contra a emenda do vereador Douglas Medeiros (PP), que prevê mudanças no texto do Programa Família Acolhedora. Diversos munícipes e membros do CMDCA estiveram presentes e apoiaram o protesto, usando inclusive cartazes contra a homofobia e foi feito um apelo ao prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) para que a emenda seja vetada. "Em Jundiaí há muitas crianças esperando a adoção, e grande parte das famílias que adota é LGBT. O Programa Família Acolhedora é muito importante nesse quesito, principalmente em relação ao cuidado especial que essas crianças recebem, desde bebês" afirmou. A emenda foi aprovada inicialmente pela Câmara de Jundiaí e agora será analisada pelo Poder Executivo. Caso o prefeito opte pelo seu veto, a proposta volta para o Legislativo e os vereadores deverão votar pela permanência ou rejeição do veto. "Acreditamos que o prefeito realizar o veto da emenda pois, além de inconstitucional, ela fere os direitos da criança e do adolescente", completou Alda. Como resposta, o vereador Douglas afirmou que família tem uma importância fundamental para o ser humano, além de ser o ambiente de vida para o nascimento e o desenvolvimento integral das crianças, inclusive as adotadas, que aprendem o significado de serem pessoas. "Quando recebem as primeiras e determinantes noções sobre a verdade, sobre o bem, amam e são amadas. Por isso, o homem e a mulher devem reconhecer e aceitar a sua identidade sexual que se complementam física, moral e espiritualmente, rejeitando-se as teorias de gênero que ignoram a verdade sobre a sexualidade humana" completou.  

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