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Área social efetiva ações voltadas à população de rua

DA REDAÇÃO | 22/04/2019 | 19:03

A campanha “Não dê esmolas. Ajude de verdade” concentra no mês de abril as ações da Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS) para a população em situação de rua no Município. As ações, por meio das redes sociais da Prefeitura e da distribuição de material em locais de grande concentração dessa população, destacam a insuficiência e imediatismo das esmolas em comparação com a efetividade do encaminhamento para a rede estruturada pela Prefeitura, no que diz respeito à criação de um plano para saída das ruas.

De acordo com a gestora da UGADS, Nádia Taffarello Soares, a efetividade das políticas públicos passa pelo entendimento da heterogeneidade e semelhanças da população. “O processo de ida às ruas traz diferentes histórias, trajetos, idades, medos e anseios. Mas traz também causas que são universais, que são a extrema pobreza, falta de moradia e vínculos familiares fragilizados ou inexistentes. A rede socioassistencial é capaz de entender essas causas e esta abordagem singular fica dificultada pela oferta de esmolas”.

A orientação da campanha é que toda vez que o cidadão encontrar alguém em situação de rua, que sugira o encaminhamento ao Centro Pop, que fica na rua Marechal Deodoro da Fonseca, 504, Centro, e, em caso de dificuldades de estabelecimento de diálogo, acione a Abordagem Social pelo telefone (11) 98531-0146. O atendimento respeita a singularidade dos atendidos, sejam eles andarilhos, trecheiros, oriundos ou não do Município, entende as demandas específicas e deflagra a construção de um plano individual do atendido, que deve ser o protagonista do processo, aspecto inclusive reiterado nos depoimentos que integram os vídeos da campanha.

“Diferentes históricos e contextos motivaram, ao longo da História da Humanidade, o fenômeno da situação de rua. Cabe ao poder Público identificar as suas múltiplas causas, entendendo as suas diferenças e aspectos comuns, e assegurar os direitos e a superação das vulnerabilidades por meio de políticas públicas. Cada vez que alguém dá esmola, mesmo que não intencionalmente, ela pode estar dificultando o acesso da política socioassistencial a quem mais precisa.”

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