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Atendimento no São Vicente não foi afetado pela greve

| 27/06/2014 | 22:05

Apesar da greve dos funcionários do Hospital São Vicente de Paulo – que estão de braços cruzados desde o dia 25 de junho – os pacientes não têm sofrido com a falta de atendimento. A paralisação foi declarada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Campinas (SinSaúde), que exige reajuste salarial e do tíquete de alimentação de 20% para os funcionários, além de plano de saúde familiar. 

Uma audiência para solucionar a situação foi marcada para segunda-feira, às 13h30, na Procuradoria Regional do Trabalho – 15ª Região, em Campinas

De 1º a 24 de junho, o pronto-atendimento – que recebe casos de urgência e emergência – teve uma média de 372 pessoas por dia. Já no período de greve declarada, 412 e 359 pacientes foram atendidos na urgência e emergência, respectivamente. No Pronto-Socorro Adulto, a média diária de 198 pessoas não sofreu alterações significativas. Nem foi necessário desmarcar cirurgias eletivas.

A diretoria do hospital afirmou, em coletiva na manhã de quinta-feira, que dos 20 setores, apenas três estão com uma pequena defasagem no total de funcionários. Mesmo assim, mais de 80% dos servidores têm comparecido. A situação continua igual.

O marido da dona de casa Ana Rosa da Cruz Vitti, 63 anos, foi atendido imediatamente. “Ele começou a passar mal de madrugada e às 6h tivemos que vir de ambulância. Não sabíamos que estava em greve, mas não houve demora alguma. Nem parece greve ali dentro”, relata.

Sônia Fachini não sentiu diferença no atendimento. “A única demora é para que os exames fiquem prontos.” Apesar de não criticar a greve em si, ela alerta para o barulho feito do lado de fora: “Muitas vezes eles estão cantando e a gente não escuta ser chamado pela atendente, na sala de espera”. Desde quinta-feira, um carro de som tem sido usado para fazer passeatas e fica em frente ao pronto-socorro – vale lembrar que é proibido fazer barulho nas proximidades de hospitais.

Um carro da Guarda Municipal de Jundiaí acompanhou o caminhão de lixo na manhã de ontem, para que fizesse a coleta dos dejetos do hospital. Os funcionários paralisados têm fechado a rua Jorge Zolner, por onde chegam os serviços de retirada de lixo e roupas para a lavanderia, entrega de roupas limpas e medicamentos.

Churrasco no Paço – Não há, ainda, proposta de acordo e a diretoria do hospital aguarda julgamento da legalidade da greve no Tribunal Regional do Trabalho. Enquanto isso, o sindicato realiza passeatas. Cerca de 100 grevistas se reuniram em frente ao Paço Municipal ontem,  na hora do almoço, para fazer um churrasco de linguiça. Embalados por hits sertanejos, eles também dançaram em frente ao local e diziam que isso era uma forma de protesto. 


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