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Atendimento público para a fisioterapia cresce 11% no CRJ

SIMONE DE OLIVEIRA | 24/09/2019 | 05:01

O Centro de Reabilitação Jundiaí (CRJ) é uma das unidades conveniadas com a prefeitura para a prestação de serviços na área de fisioterapia. Com verba mensal de R$ 81,3 mil, a unidade tem procurado por outros meios para conseguir fechar a conta. Só este ano foram realizados 75.068 atendimentos contra 67.225 em 2018, o que significa aumento de 11% nas consultas, atendimentos e oficinas fisioterapêuticas, além de acompanhamento neuropsicológico.

O perfil de atendimento é de pessoas com agravo agudos pós-traumas ou crônicos, provenientes de equipamentos de alta e de média complexidades, encaminhadas do Hospital São Vicente e do Núcleo Integrado de Saúde ou da Atenção Básica de Saúde (UBS).

Quem utiliza os serviços de fisioterapia sente alívio quando as dores ósteo-musculares chegam. É o que acontece com a moradora da Vila Progresso, Maria Apparecida Macrino dos Santos Souza, de 91 anos.

Ela passa por atividades na unidade desde janeiro depois que lesionou a coluna. “Eu lesionei a coluna após passar muito tempo cuidando da minha irmã, que teve câncer. Cheguei a não sentir mais a perna e cair quatro vezes no banheiro. Ainda bem que não quebrei nada.”

O motoboy Tiago Rodrigues de Oliveira, de 29 anos, morador no Jardim Roma, sofreu um acidente de moto em 2018 e, por conta das cirurgias na cabeça, no fêmur, tíbia, fíbula e joelho precisou iniciar as sessões de fisioterapia. “Os movimentos que recuperei são resultado da fisioterapia que faço no CRJ. Venho diariamente, de segunda a quinta, 50 minutos por dia”, detalha.

Um acidente de moto em 2017 resultou em uma fratura no joelho e no ombro de Ronivaldo da Silva Lima, de 45 anos. “Já passei por seis cirurgias. Os médicos tinham dito que eu não conseguiria dobrar o joelho e o meu braço iria secar. Graças à fisioterapia recuperei parte dos movimentos. Não consigo dobrar o joelho em 90°, mas já ando quase perfeitamente”, conta o homem que é morador no Bom Jardim.

NOVIDADE
A unidade trabalha agora com dois novos serviços pactuados pela Unidade de Gestão de Promoção (UGPS) e que não fazem parte da tabela SUS. São oferecidos 110 procedimentos mensais de fisioterapia para disfunção temporomandibular e 300 procedimentos de fonoaudiologia em disfagia.

A incorporação pelo custeio do equipamento foi de R$ 9,7 mil/mês, que serão pagos relativos ao número de atendimentos. Agora, a unidade aguarda a liberação de duas emendas parlamentares do governo federal, ambas no valor de R$ 100 mil, para aquisição de equipamentos e custeio.

Ronivaldo da Silva Lima fraturou o ombro e o joelho em acidente e passou por seis cirurgias

Motoboy Tiago Rodrigues de Oliveira, de 29 anos, sofreu acidente com moto e está se reabilitando


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