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AUJ aguarda retorno do Estado sobre proposta

KÁTIA APPOLINÁRIO | 09/07/2020 | 11:12

Representantes das sete cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) se articulam na elaboração de uma proposta para que a situação da região fosse revista pelo Plano SP.

Basicamente, os municípios solicitaram ao Governo do Estado de São Paulo a emancipação da região do Departamento Regional de Saúde de Campinas, que é composta por 42 municípios e tiveram que regredir à fase vermelha devido aos altos índices de ocupação hospitalar e a evolução da pandemia, no que diz respeito ao número de casos, óbitos e internações.

Procurado, o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Campinas informa que não recebeu, até esta quarta (8), a solicitação oficial por parte da Prefeitura de Jundiaí e ressalta que toda e qualquer medida é avaliada pelo Centro de Contingência de Coronavírus de SP.

Para apresentar a proposta junto ao governo do Estado, o prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, presidente do AUJ, e o vice-prefeito de Itupeva, Alexandre Ribeiro Mustafa, se encontraram na última terça-feira (7) com o vice-governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia e com o secretário de desenvolvimento regional, Marco Vinholi. “A nossa demanda é para que a independência do Aglomerado se consolide de modo administrativo, não vinculado à região de Campinas, exatamente por ser essa região responsável por 4,5 milhões de pessoas, com realidades hospitalares, médicas e epidemiológicas distintas da nossa realidade”, disse Luiz Fernando em live assim que saiu da reunião.

O prazo para a devolutiva da proposta depende do governo estadual. Independente da decisão, a reavaliação das regiões por meio do Plano São Paulo são realizadas quinzenalmente. Dessa forma, só será possível saber se o AUJ avançará para a fase laranja ou continuará na fase vermelha na próxima semana.

O ARGUMENTO
De acordo com o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC), o pleito se justifica em razão do AUJ reunir 805 mil habitantes, segundo o último levantamento realizado pelo IBGE em 2018. Além disso, o CEC ressalta que Jundiaí é considerado um município estruturante e de referência no serviço hospitalar do SUS.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL) e do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio)apoiaram a ação, inclusive enviaram um ofício à Prefeitura de Jundiaí pontuando o posicionamento que defendem. O presidente de ambas as instituições, Edison Maltoni, reforça o comércio como engrenagem da economia local. “Temos condições de sermos protagonistas em todos os setores, inclusive na economia. O comércio é o que mais emprega e não pode ser prejudicado novamente com a proibição de funcionamento”, reitera.

No entanto, o CEC argumenta que o pedido não tem como intuito apenas a flexibilização das atividades econômicas. “O propósito do desmembramento não é pleitear retorno à normalidade, muito menos avaliar superficialmente a gravidade da pandemia, mas sim garantir a autonomia para a região”, pontua o Comitê ao justificar o desmembramento.

EXPECTATIVAS
Mesmo sem um posicionamento da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, as expectativas da região são altas. A Prefeitura de Várzea Paulista defende que o desmembramento será positivo para todo o Aglomerado. “Embora entendamos que haja necessidade de se estender ações preventivas para cidades próximas aos importantes epicentros de contaminação, acreditamos não ser esse o caso da relação Várzea Paulista e Campinas, cidades não-fronteiriças, separadas de mais 50 km e cujas relações, tanto comercial quanto social, são quase irrelevantes. Na mesma linha de raciocínio, Várzea Paulista poderia estar hoje na fase amarela, pois está tão próxima da Capital quanto de Campinas”, diz em nota.

Assim como Várzea Paulista, a Prefeitura de Itupeva defende o descolamento da regïão. “Estamos pedindo a autonomia para que juntos possamos enviar os dados epidemiológicos e estruturais para o governo do estado, com as características próprias dos municípios da nossa Região”, explica o prefeito Marcão Marchi, enfatizando a força da estrutura hospitalar do município.

Dentre as demais cidades do AUJ, Campo Limpo Paulista afirma que também é a favor da medida. Cabreúva, por sua vez, não possui um posicionamento sobre o assunto. Já Louveira e Jarinu não responderam até o fechamento desta edição.


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